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Os efeitos da HPB e da DE nas relações conjugais

23:49 · 29.07.2013
Para 33% das mulheres, os sintomas de hiperplasia prostática benigna(HPB) e disfunção erétil (DE) limitam muito a satisfação com o relacionamento. Cerca de 15% dos homens responderam o mesmo sendo que 25% disseram não interferir em nada, ante 20% das mulheres. Os dados fazem parte do estudo "Assumindo o controle", realizado em oito países (Brasil, Canadá, México, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Itália) pela Eli Lilly.

Dados do estudo mostram que as mulheres são menos egoístas e apoiam integralmente seus companheiros

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Aguinaldo Nardi, os dados reforçam as impressões dos médicos sobre o comportamento feminino. "Os números confirmam o que a gente já imaginava: de que a mulher é menos egoísta que o homem e que se preocupa com o prazer que ela possa ter, mas também com o que o homem está sentindo. O melhor é que ela não acha que faz parte do envelhecimento, mas que é uma doença e que precisa ser tratada", pontua.

Relações

Os números se referem apenas ao Brasil, onde 76 homens e 75 mulheres foram entrevistados entre os dias 1º e 19 de abril. Embora no Brasil a diferença seja maior, os dados seguem uma tendência global: 17% dos homens entrevistados nos oito países afirmaram que os sintomas de DE e HPB limitam a satisfação com o relacionamento; 23% das mulheres disseram o mesmo.

Homens e mulheres do Brasil que sinalizaram que há algum tipo de limitação na satisfação concordaram com o principal efeito: interferência na vida sexual. As mulheres, de novo, estão em maior número: 74% escolheram este item, ante 68% dos homens. Nos dados globais, que incluem os outros sete países, a vida sexual é o principal efeito dos sintomas de disfunção erétil e HPB: 70% dos homens e 75% das mulheres.

A pesquisa também aborda a discussão do tema com o parceiro. No Brasil, 73% dos homens disseram ter conversado com as companheiras sobre sintomas; 70% das mulheres fizeram o mesmo. Destes homens, 69% apontaram o fato de ser importante para eles como o principal motivo para conversar sobre o tema. A resposta "Meu parceiro precisava de apoio" foi a escolhida por 70% das mulheres que participaram da enquete.

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