Entrevista com Alexsandra Martins Antero

Alexsandra é a nutricionista responsável pelo Serviço de Nutrição do Hospital do Câncer do Ceará e especialista em Nutrição Clínica

12:44 · 19.03.2011 por Giovana Sampaio, editora

1. Por ter necessidades nutricionais específicas, qual a importância do paciente oncológico contar com um acompanhamento de um nutricionista especializado em oncologia?
O doente de câncer é, na verdade, um paciente diferenciado, em relação a portadores de outras doenças. Isso, em sentido geral. O fato é que, por apresentar necessidades específicas, como as de natureza nutricional ele precisa ser acompanhado, também, por um profissional especializado em nutrição oncológica. O objetivo desse acompanhamento é orientar o paciente a se alimentar bem e a se cuidar, de modo a superar, com mais tranqüilidade e rapidez, a difícil fase de tratamento do câncer. A terapia nutricional, nesse caso, deve ser realizada de forma individualizada, levando em conta as necessidades nutricionais do doente, as restrições dietéticas, sua tolerância a determinados alimentos, seu estado clínico e os possíveis efeitos colaterais, decorrentes do tratamento. A presença do nutricionista oncológico deve ser considerada já a partir do diagnóstico da doença, para prevenir a perda de peso e a desnutrição. Com base no que é observado, 40 a 80% dos pacientes com câncer apresentam esses agravos, sendo que 30%, em média, acusam perda superior a 10% do peso. É sempre bom lembrar que a desnutrição protéico-calórica é freqüente em portadores de câncer, pelo que se faz importante uma avaliação nutricional antecipada, seguida de intervenção preventiva, para proteger o estado geral do paciente, na fase do tratamento. Esse cuidado tem muito a ver com a prevenção da desnutrição, um dado comprometedor no sucesso da terapia oncológica indicada pelo médico oncologista. Em outras palavras, o paciente oncológico deve passar por uma avaliação nutricional individualizada, para que seja possível não só calcular suas necessidades, em termos de nutri ção, mas também aplicar a terapia mais indicada ao caso, isso na tentativa de prevenir ou reverter o declínio do seu estado nutricional, cuidando de melhorar o balanço nitrogenado, reduzir a proteólise e aumentar a resposta imune.


2. Quando submetidos a quimioterapia, quais efeitos colaterais são mais comuns e costumam influenciar diretamente na capacidade do paciente se alimentar corretamente?

É sempre oportuno enfatizar que há três formas comuns de tratar o câncer: a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia, as quais podem ser ou não associadas, dependendo do caso, em si. Dentre essas não resta dúvida, a quimioterapia é a que produz mais efeitos colaterais. Os mais freqüentes, são: fadiga, feridas na boca e garganta (mucosite), diarréia, náuseas e vômitos, constipação, queda de cabelo e suscetibilidade a infecções (leucopenia). A perda de apetite é quase sempre acentuada, chamando atenção para o fato de que, se for continuada, pode gerar desnutrição, perda de peso, de massa muscular e de força, dificultando a capacidade do organismo de se recuperar da quimioterapia. Tem-se a co nsiderar aqui que efeitos colaterais como mucosite, esofagite, diarréia, constipação, náuseas e vômitos, alteração de paladar, saliva espessa e viscosa, além de boca seca (xerostomia), dificultam a alimentação do paciente, donde ser fundamental monitorar esses casos com uma nutrição oral adequada, inclusive com a administração de suplementos nutricionais e até auxílio de alimentação enteral. Citando-se, por exemplo, a mucosite, como efeito colateral comum da quimioterapia, não há como deixar de considerar que ela afeta a capacidade de alimentação do doente, já que as células que revestem a boca e a garganta podem ser danificadas pelo uso da droga antineoplásica. Mesmo assim, é útil saber que as feridas costumam sarar completamente, quando o tratamento é terminado. Antes que isso aconteça, a orientação do nutricionista é a de que o paciente submetido à quimioterapia, com apresentação desse sintoma, experimente alimentos como caldos, sopas e vitaminas, prefira alimentos de fácil deglutição, como frutas cozidas, milkshakes, purês, queijos cremosos, gelatinas, pudins, ovos mexidos, mingaus e líquidos, além de fazer opção por uma dieta pastosa e pela ingestão de alimentos liquidificados. A advertência do nutricionista vai, no caso da mucosite, para o não consumo de sucos e frutas cítricas, alimentos crus, secos e muito frios, pães, entradas temperadas, comidas salgadas e apimentadas, torrada e granola. O vômito que se segue à náusea, provocado pelo tratamento, por odores de alimentos e pela presença de gases no estômago, interfere na alimentação do doente, sendo recomendado a este, beber pequenas quantidades de líquidos, experimentar uma dieta líquida completa, até que consiga se alimentar, normalmente, fazer uma dieta fracionada, de duas em duas horas, evitando comer enquanto o vômito não for controlado. Dicas, como essas, de fácil utilização, são indicadas nas diarréias concomitantes à quimioterapia, mas que também podem estar relacionadas à ansiedade e ao nervosismo. Pelo fato de a diarréia ocasionar desconforto abdominal acompanhado de distúrbios hidroeletrolíticos e de absorção, aumentando, inclusive, os riscos da desidratação e de infecções, o primeiro cuidado deve ser com a alimentação do paciente. Este, por orientação do nutricionista, deve procurar hidratar-se bem durante o dia, ingerir líquidos, sucos, caldo de carne, manter uma dieta à base de maisena, purê de batata (sem leite), arroz e mandioquinha. Por outro lado, deve evitar a ingestão de frutas como laranja, mamão, manga, ameixa, principalmente com casca e bagaço, além das saladas cruas, das verduras refogadas, do leite e seus derivados, dos alimentos integrais, tipo arroz, aveia, pão, farelos e sementes, das frutas secas, das frituras e alimentos gordurosos. Nesses e em outros casos, o que mais vale é seguir a orientação do profissional, a fim de que o tratament o do câncer, via quimioterapia, não saia comprometido.


3. Visando restaurar o bem estar e/ou tornar menos incapacitantes esses efeitos colaterais, como a alimentação adequada pode influir na condução do tratamento?

Os oncologistas, de um modo geral, apontam para a necessidade de cuidados extras na nutrição de pacientes de câncer. Tal se dá em razão de os mesmos ficarem debilitados, não só pelo esforço do organismo para reagir à doença e ao tratamento, mas por conta da baixa imunidade que os deixa suscetíveis a infecções. O tratamento oncológico clínico ? quimioterapia, é bastante complexo e pode ser mais ou menos agressivo. Em alguns casos, é até possível que os efeitos colaterais sejam mínimos, ou mesmo inexistentes. De qualquer forma, prevalece a importância do nutricionista, no time de profissionais ? equipe multidisciplinar, para restaurar o bem estar do doente, a partir do momento em que lhe cab e conduzir a assistência ao indivíduo com câncer, lastreada em protocolos de cunho nutricional reunidos em um documento de consenso, qualizado pelo INCa e por representações nacionais de instituições que promovem a assistência nutricional ao indivíduo com câncer. Tais protocolos se prestam para orientar nutricionistas oncológicos, quanto aos sinais e sintomas causados pela terapia antitumoral. Integram esse bloco as recomendações para conduta terapêutica nutricional nos casos de anorexia (falta de apetite), disgeusia e disosmia (transtorno do gosto e do cheio), náuseas e vômitos, xerostomia (secura da boca), mucosite e úlceras orais, disfagia e odinofagia (transtorno da deglutição e da mastigação), esofagia (dor no esôfago), saciedade precoce, enterite, diarréia, constipação intestinal e neutropenia (baixa imunidade). O concenso referido detém-se, com propriedade, na avaliação nutricional do paciente oncológico com indicação de cirurgia, focand o dois momentos: o pré-cirúrgico e o pós-cirúrgico, detalhando as condutas apropriadas. São consideradas, no caso, a estimativa das necessidades calóricas do paciente, bem assim as recomendações protéicas e hídricas, para assegurar o seu bem-estar. O acompanhamento nutricional do doente, pós-cirurgia é extremamente importante para minimizar os agravamentos decorrentes do tratamento. Essa é, pois, uma intervenção que apresenta uma relação direta com o aumento na sobrevida, concorrendo para uma melhor reabilitação do enfermo. A assistência nutricional ao paciente clínico, submetido à radioterapia e/ou quimioterapia, está centrada em questões do tipo: que instrumentos devem ser utilizados, e que indicadores de risco nutricional precisam ser identificados. Para avaliar as necessidades nutricionais, foi consensuado um método direto, de fácil aplicabilidade, que utiliza a taxa calórica ideal por quilo de peso corporal. A terapia nutricional, nesses casos , admite uma série de questões, envolvendo critérios de indicação da mais adequada, da via de preferência, na utilização, dos parâmetros recomendados para monitoramento, e da oportunidade de suspensão do procedimento terapêutico. O doente em cuidados paliativos também é alvo da atenção nutricional que considera, de princípio, se a doença é avançada ou terminal e que cuidados de nutrição são reclamados nesse estágio final de vida. O que mais vale, nessas circunstâncias, priorizar uma orientação nutricional, conduzida mediante as queixas apresentadas pelo doente, visando ao alívio dos sintomas de alguma forma relacionados à sua alimentação. É sempre bom lembrar que a avaliação nutricional precede à terapia nutricional, nessa e em outras circunstâncias, sendo oportuno não esquecer, também, que no caso do enfermo, sob cuidados paliativos, a assistência nutricional deve ser focada no alívio dos sintomas e do sofrimento, em respeito ao direit o que tem a uma morte, com dignidade.


4. No caso do ICC, o Serviço de Nutrição é exclusivo e diferenciado em quais aspectos? A equipe é formada por quantos e quais profissionais.

O Instituto do Câncer do Ceará, ninguém desconhece, é referência no tratamento do câncer. Da sua estrutura organizacional faz parte o Hospital do Câncer. A Diretoria Técnica que compõe essa matriz institucional, subordina o Serviço de Nutrição, incumbido de produzir a alimentação do corpo de funcionários e, principalmente dos pacientes, em regime de internação. Essa é, por sinal, a sua prioridade nº 1: fazer atendimento clínico do ponto de vista nutricional e cumprir, com rigor, as dietas prescritas pelo médico que assiste o paciente. O Serviço de Nutrição segue as regras, no que diz respeito à assistência nutricional ao indivíduo com câncer, não se restringindo o seu esforço ao atendimento ao pacien te internado, mas acompanhando-o pós sua liberação. Também ele se estende ao que é atendido ambulatorialmente e ao que fica albergado na Casa Vida, mantida pelo ICC, enquanto dura seu tratamento. O atendimento procedido pelo Serviço de Nutrição do Hospital do Câncer, é, realmente diferenciado, por sua qualidade, pelo zelo nos procedimentos, pelo cuidado na higienização dos produtos, pelo compromisso assumido de fazer tudo da melhor forma, em proveito do bem estar do cliente. O grupo de nutricionistas desdobra-se para fazer face aos seus múltiplos afazeres, interagindo, com a equipe multidisciplinar, composta por médico, farmacêutico e enfermeiro, no atendimento ao doente. Das três nutricionistas lotadas no Serviço de Nutrição, uma atua na área da produção e duas na parte clínica. Duas estagiárias que auxiliam esses profissionais, ao mesmo tempo em que adquirem experiência para futuras investidas laborais. Em termos de estrutura física, o espaço e o s equipamentos satisfazem à demanda. O envolvimento no processo de acreditação do Hospital do Câncer, foi muito importante para o Serviço de Nutrição, que pode dar assim um salto na qualidade do seu trabalho. Acerca desse processo vale enfatizar que recentemente, o Hospital do Câncer do Ceará, recebeu da Organização Nacional de Acreditação ? ONA, o seu Certificado de Acreditação Hospitalar Nível 1, sendo essa a primeira instituição filantrópica, do Estado, a ganhar reconhecimento por suas práticas assistenciais, pela segurança, oferecida ao paciente e pelo controle de qualidade dos serviços, que coloca à disposição da sua clientela. O Serviço de Nutrição do Hospital do Câncer está perfeitamente integrado a esse esforço coletivo que visa, precipuamente, oferecer a sociedade, um atendimento especializado, com padrão de excelência comparável ao dos melhores hospitais do gênero, no país. Diga-se, de passagem, que as exigências da ONA, direc ionadas ao Serviço de Nutrição, para que se cumprisse as determinações da dita Acreditação, mereceram toda a atenção da equipe de nutricionistas do Hospital, respaldada, obviamente, no apoio da direção da entidade. Tem-se, como exemplo do trabalho desenvolvido, no âmbito da nutrição, visando à Acreditação Hospitalar, a melhoria do espaço físico, a aquisição de mais equipamentos para o setor, o estabelecimento e a sistematização de protocolos operacionais de nutrição, de acordo com o consenso existente, em nível nacional, acerca da assistência integral e humanizada disponibilizada ao doente de câncer.


5. De que forma o Serviço de Nutrição do ICC busca aliar a melhor estratégia alimentar à terapia oncológica orientada pelo médico.

Já ficou bem claro que a terapia oncológica orientada pelo médico traz, não raro, efeitos colaterais. Isso se dá principalmente na Quimioterapia, mas tanto a Radioterapia, quanto a Cirurgia ? as duas outras formas mais comuns do tratamento oncológico, também produzem reações adversas. A Radioterapia, por exemplo é capaz de provocar náusea, vômito, perda de apetite (anorexia), alteração do paladar, mucosite, estenose esofágica, diarréia, imunidade reduzida, boca seca (xerostomia), dificuldade de deglutição, problemas iguais ou parecidos com os decorrentes da quimioterapia e que como esses, são minimizados com a intervenção do nutricionista. Só a título de exemplificação: no caso de o trat amento produzir gosto metálico na boca do paciente, uma conduta indicada é usar talher de plástico; se a boca estiver seca, o recomendado é chupar balas de limão e hortelã, ou fazer uso de goma de mascar, sem açúcar. Estratégias como essas, valem para diminuir as queixas do doente que está sob tratamento oncológico. Falando-se de cirurgia, se o paciente estiver desnutrido, antes que ela aconteça, é fundamental a prescrição de uma alimentação específica. Após o ato cirúrgico, é possível haver necessidade de uma terapia nutricional enteral ou parenteral, até que haja uma readaptação à alimentação normal. É nessa hora que o nutricionista faz uso dos seus conhecimentos e da sua experiência em oncologia, para aliar a melhor estratégia alimentar à terapia oncológica orientada pelo médico. Os protocolos estabelecidos e que fazem parte do Consenso Nacional de Nutrição Oncológica, funcionam como um grau importantíssimo nas condutas adotadas pelo Serviço de Nutrição do Hospital do Câncer.


6. Além da alimentação em si, cabe ao Serviço de Nutrição do ICC também indicar a suplementação alimentar. O que deve ser evitado no caso do paciente oncológico? Há diferentes condutas para aquele paciente submetido a quimioterapia, radioterapia e cirurgia?

A estratégia nutricional aplicável ao doente de câncer, depende de cada caso, em si, variando desde a orientação quanto à alimentação adequada, até a utilização de suplemento nutricional por via oral. Se isso não for possível, é feita a implementação de nutrição enteral ou parenteral, sendo o mais importante impedir que o paciente fique sem cobertura nutricional. A dieta oral requer formulações especiais, face a alterações do trato gastrointestinal. Não obstante, cabe ao médico e ao nutricionista orientar sobre a melhor terapia para o doente, considerando, de princípio, o risco nutricional. O objetivo da conduta é evitar perda de peso, minimizar os efeitos colaterais do tratamento e propo rcionar calorias adequadas, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, compondo uma dieta balanceada, formada por alimentos energéticos, construtores e reguladores. São muito bem vindos, dentro desse esquema alimentar, as vitaminas C e B, da mesma forma que é importante, para uma boa alimentação do paciente oncológico, fazer pequenas refeições, várias vezes ao dia, em um ambiente calmo, mastigar bem os alimentos e não ter medo de experimentar coisas novas. Por outro lado, o doente, em tratamento, não deve consumir alimentos que causem repulsa. A alimentação, de um modo geral, deve ser esquematizada, em função da terapia e, via de conseqüência, dos efeitos colaterais observados. Não é pois o caso de uma conduta, para cada terapia específica, mas de procedimentos, que podem ser iguais, independentemente de qual seja o tratamento, face à similaridade dos transtornos verificados. Tomando-se como exemplo a diarréia, comum aos pacientes que se submetem à radioterapia e à quimioterapia, o alívio do sintoma é conseguido com uma série de cuidados do tipo evitar comer frutas frescas com casca, além de verduras e legumes crus. Moderar o consumo de açúcar e sal, não incluir na alimentação alimentos gordurosos e formadores de gases, também são recomendações comuns nas dietas prescritas aos pacientes submetidos à radioterapia e à quimioterapia. A cirurgia requer outros cuidados, compatíveis à própria intervenção.


7. Independente da idade, até que ponto é essencial que o Serviço de Nutrição tenha um cuidado especial com a apresentação das refeições? Fale-nos sobre o cuidado em relação as cores, texturas, etc.

A clientela básica do Hospital do Câncer é representada por adultos, não obstante, sua Unidade de Oncologia Pediátrica, recebe crianças e adolescentes para tratamento, em sua maioria câncer ósseo. De um modo geral, todos os doentes independentemente da idade, recebem cuidados especiais, não importa se forem usuários do SUS, de planos de saúde ou particulares. A assistência nutricional é sempre a mesma, o mesmo acontecendo com a equipe multidisciplinar que presta atendimento ao paciente. Com relação aos cuidados específicos, dispensados pelo Serviço de Nutrição, sobressaem a introdução, no cardápio, de alimentos e suplementos alimentares re generadores das funções orgânicas afetadas pelo tratamento antineoplásico, bem assim a apresentação de pratos e refeições que tenham, por exemplo, a capacidade de ?abrir o apetite? do doente. A colorterapia nutricional, ou seja, a apresentação ao paciente, de alimentos bonitos, naturais, coloridos, consegue estimular a vontade de consumí-los. Esse não deixa de ser um recurso psicológico, de fácil adaptação à questão nutricional, e que é extremamente favorável à melhoria da qualidade de vida do enfermo. Vale a pena considerar que cada alimento possui uma cor indo do verde ao amarelo, até chegar ao roxo. Cada cor está atrelada a uma propriedade, daí porque serem os alimentos, principalmente as verduras, legumes e frutas, indispensáveis ao bom funcionamento do organismo. Uma alimentação bem colorida e variada oferece ao nosso corpo todos os nutrientes que ele precisa, além do que garante muitos benefícios que esse corpo está a reclamar. Misture o verde, o laranja, o roxo, o vermelho e o branco, cores dos vegetais e frutas, na dieta do doente, e ele vai apreciar melhor sua alimentação. Adverte o Instituto Americano de Pesquisa em Câncer que 30%a 40% dos casos de câncer podem ser prevenidos com uma dieta saudável, na qual 60% das calorias sejam provenientes de alimentos de origem vegetal. Dentre outras vantagens da dieta colorida, figura a diminuição do risco de doenças cardiovasculares. A proposta anunciada é dividir, pois, frutas e verduras em cinco grupos usando cores para diferenciar cada categoria. Sabendo escolher alimentos de todos os grupos, fica garantida uma maior variedade de nutrientes na dieta, o que é muito bom, principalmente para o paciente oncológico que precisa de estímulo para se alimentar mais e melhor. De tal modo, é muito importante tornar mais agradável a hora das refeições, o que pode ser conseguido variando as cores dos alimentos servidos no prato, arranjando-os atrativamente e, ainda, colocando-os em local agradável, que não favoreça a depressão. Em suma, o que é preponderante é que o doente de câncer, em tratamento oncológico, sinta que é especial, merecedor de toda a atenção do Hospital do Câncer e, por conseqüência do seu Serviço de Nutrição.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.