Comer fora

Onde e o que escolher

00:00 · 15.10.2013
No Dia Mundial da Alimentação, nutricionista alerta sobre a importância de boas escolhas e do equilíbrio nas preparações

Bom senso quanto aos excessos e ao teor nutricional da refeição é o que se pede para quem tem o hábito de comer fora de casa. Afinal, a oferta dos self-services e dos ´bandejões´ das empresas pode induzir a combinações pouco saudáveis e muito calóricas; mais carboidratos, açúcares, sódio e gorduras em detrimento de frutas, verduras e legumes.

Os self-services podem induzir a combinações pouco saudáveis Foto: Fabiane de Paula/Agência Diário

Os índices de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT´s)como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares estão aí para provar no que se transformou o cotidiano dos brasileiros, pelo menos daqueles que cumprem sua jornada diária de oito horas de trabalho sem ter a opção de elaborar seu próprio cardápio.

O público que opta por restaurantes para almoçar diariamente é cada vez maior e compreende uma extensa faixa etária. As estatísticas de 2012 mostram essa tendência: foram servidas 10,9 milhões de refeições coletivas/dia, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas.

Educar e conscientizar

Amanhã, quando comemora-se o Dia Mundial da Alimentação, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Ceará, o Conselho de Segurança Alimentar (Consea) municipal e estadual, assim como as universidades e ONGs, promovem a segunda edição da campanha "Alimentação Fora de Casa: Na hora de escolher o que e onde comer, não conte com a sorte".

Em Fortaleza, a ação acontece na Praça do Ferreira, das 9 às 14 horas, quando haverá avaliação e orientação nutricional, verificação da pressão arterial e glicemia, assim como a distribuição de material educativo sobre hábitos saudáveis e a organização dos alimentos na geladeira. O objetivo é orientar o público sobre as escolhas feitas na hora de comer fora de casa e conscientizar os empresários sobre o papel do nutricionista em seus estabelecimentos.

No Ceará, são 1. 354 nutricionistas e 28 técnicos em nutrição e dietética, cabendo a eles: indicar cardápios e opções nutritivas para várias situações do cotidiano; zelar pela segurança alimentar e nutricional do que é servido e gerenciar qualidade dos produtos e serviços (controle sanitário, prevenção e redução dos desperdícios).

A responsabilidade sobre o que é consumido fora de casa também envolve os empresários do setor. "Ao lidar com um público bem informado sobre os benefícios de uma dieta saudável, eles precisam ficar atentos para as condutas, normas e exigências legais. A contribuição do nutricionista é fundamental para alcançar a excelência no que é servido ao cliente", destaca Clarice Chagas Vergara, doutora em Biotecnologia, coordenadora e docente do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza (Unifor)

Refeição x shake

Enquanto uma parcela da população que come fora de casa opta por restaurantes, especialmente o sistema ´no quilo´, outra cresce bastante e busca uma dieta nutritiva por meio de shakes. Mas Clarice Vergara é enfática: "Nada substitui uma refeição. Quando você toma shake, deixa de gerenciar aquela refeição. Quando parar de tomar shake, por qualquer motivo, a pessoa voltará a comer como antes". Em todos os casos, o ideal é buscar a reeducação alimentar e perder os quilos a mais de forma equilibrada e natural.

O consumo de chás requer cautela. Isso porque alguns possuem substâncias estimulantes e geram perda de líquido devido a cafeína. "Há pessoas que preparam até três litros de chá para consumir durante o dia, o que define uma situação orgânica que pode ser perigosa", alerta a nutricionista.

GIOVANNA SAMPAIO
EDITORA DO VIDA

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