Pirâmide alimentar

Mais próxima da nossa realidade

00:38 · 23.07.2013
Fortaleza é a segunda capital do País na prevalência de excesso de peso (54% da população) e a quarta em obesidade (18%), segundo dados do Vigitel (2011). Considerando tais índices, a pirâmide alimentar é reconhecida como uma ferramenta importante para a educação nutricional. "Quanto mais completa em sua representação gráfica e mais regional os alimentos, melhores serão as mudanças das práticas alimentares, pois ficam mais próximas da realidade dos indivíduos", justifica a nutricionista Sara Lima Verde, doutorando em Nutrição e Saúde Pública (FSP/USP) e docente da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Em outros países, o prato pode ser a representação gráfica da pirâmide. O objetivo é deixar claro quais devem ser as escolhas alimentares corretas FOTO: AGÊNCIA DN

Aprimorada, a versão atual da pirâmide alimentar traz o azeite, o chocolate, diferentes tipos de peixes (inserção do salmão), além de uma melhor apresentação dos feijões, a inclusão das frutas regionais (destaque para a salada de frutas), além do reforço no consumo de alimentos ricos em fibras, por exemplo.

Pirâmides regionais

Diante de uma agricultura e culinária tão diversificadas, Sara Lima Verde diz que quanto mais regionalizada for a representação gráfica, mais fácil será seu entendimento e melhor será sua aplicabilidade.

"Poderíamos pensar ou sugerir uma pirâmide alimentar para cada região, onde o grupo dos feijões, por exemplo, no Ceará, apareceria o feijão de corda e o carioca, enquanto no Rio Grande do Sul teríamos o feijão preto. No grupo das frutas, o caju, a manga, a ata, como típicos do Nordeste; enquanto no grupo do arroz, pão, massa, batata e mandioca, poderia também aparecer a tapioca e o cuscuz", relata.

Nova versão

Na base da pirâmide está o grupo com maior número de porções (seis diárias). Nela estão itens como aveia, arroz, pão de forma e francês, farinha e biscoito, todos na forma integral. Destaque para a inclusão do cereal tipo matinal e quinoa. Este último um alimento completo, segundo a FAO, por ser fonte de zinco, ferro e de 16 tipos de aminoácidos.

No grupo das verduras e legumes (três porções/dia), estão as folhas verdes escuras, repolho, abobrinha, berinjela, beterraba, brócolis, couve flor, cenoura com folhas e a salada de vegetais. Todos os itens do grupo do leite e queijo ganharam maior visibilidade (três porções/dia), especialmente o iogurte natural pelo alto valor nutricional da riboflavina (B2) e como principal fonte de cálcio. Segundo Sônia Phillipi, uma porção de iogurte natural/dia oferece 29% da recomendação diária de cálcio.

No grupo das carnes e ovos, estão os peixes (salmão, sardinha e os regionais, nos cortes magros e grelhados), e frango sem pele. No de óleos e gorduras (uma porção/dia), está o azeite, enquanto no de açúcares e doces (uma porção), o chocolate e a representação de um açucareiro. No agrupamento dos feijões e oleoginosas, a pirâmide ganhou o feijão e a soja como preparação culinária, a lentilha e o grão de bico, a castanha de caju e a castanha do Brasil.

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