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Fome oculta: quando o corpo ´pede´ vitaminas e minerais

23:49 · 29.07.2013
Associação Brasileira de Nutrologia lança Manifesto e alerta sobre formas de combater a deficiência nutricional

Uma em cada quatro pessoas no mundo sofre com a síndrome da fome oculta, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A carência nutricional crônica ocorre quando há um reduzido consumo e mau aproveitamento de macro e micronutrientes.

Tal condição contribui para o desenvolvimento de doenças não transmissíveis (diabetes, dislipidemia, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e câncer), cuja alta incidência é motivo de preocupação constante por parte da comunidade médica mundial.

Nutrição completa

Para ajudar a população a entender a importância dos benefícios da nutrição completa, a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), em parceria com a marca Centrum, elaborou o Manifesto do Corpo Saudável - O que o corpo fala quando está nutrido de A mais Zinco. O lançamento aconteceu na última semana, em São Paulo. As informações completas podem ser conferidas nos sites: http://www.abran.org.br/ e http://www.centrum.com.br/.

"Essa é uma importante ferramenta para enfrentarmos a carência nutricional, problema que atinge a maioria da população adulta no Brasil", esclarece o médico nutrólogo e presidente da Abran, Durval Ribas Filho.

Já a diretora médica da Pfizer Consumer Healthcare, Patrícia Rangel salienta que "o cuidado com a alimentação saudável representa mais disposição, melhor imunidade e funcionamento do organismo, além de uma aparência mais saudável dos cabelos, pele e unhas".

Fome de quê?

Para o organismo funcionar adequadamente, ele precisa tanto de macro como de micronutrientes. O primeiro engloba os carboidratos (fonte de energia e envolvidos nas funções do metabolismo); proteínas (manutenção dos músculos, sangue, pele, ossos, tecidos e órgãos); gorduras (ajudam no transporte dos nutrientes); açúcares (fornecem energia necessária para o corpo). Os carboidratos estão nas carnes, frutas, verduras, legumes, óleos e açúcares.

Já os micronutrientes (vitaminas e minerais) são compostos orgânicos e inorgânicos, que mesmo em pequenas quantidades, são fundamentais para a saúde.

Nunca é demais enfatizar que o organismo produz apenas três dos 25 nutrientes essenciais, ou seja, a maioria das vitaminas e sais minerais é proveniente de uma alimentação variada, complementada pelo uso de multivitamínicos.

Quando a fome é oculta

O brasileiro consome quantidades de vitaminas e minerais menores que as recomendadas internacionalmente para o pleno funcionamento do organismo. É o que aponta o estudo Brazos, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade de São Paulo (USP).

Essa pesquisa, patrocinada pela Pfizer Consumer Healthcare, é o mais completo levantamento sobre alimentação feito no Brasil. Foram avaliadas 2.420 pessoas, com mais de 40 anos, em 150 cidades das cinco regiões.

A pesquisa utilizou o chamado relatório de inquérito alimentar, método reconhecido para esse tipo de avaliação em que o pesquisado relata o que o entrevistado relata o que comeu nas últimas 24 horas.

O resultado mostrou ser insuficiente o prato típico da mesa do brasileiro, composto de arroz, feijão, salada e carne. Embora rica em macronutrientes, a composição não fornece as quantidades suficientes de cálcio, vitaminas D, E, A e potássio. Paralelo a isso, o estudo aponta a reduzida ingestão de frutas, verduras e grãos.

Micro e macro

Segundo dados divulgados pela Abran, o aporte de vitamina D é quase seis vezes abaixo do sugerido 10 mcg até 70 anos e 15 mcg acima de 70 anos), segundo 99% dos indivíduos entrevistados.

É extensa a lista de carências nutricionais. No caso do magnésio, o estudo indicou que 80% das pessoas não ingerem a quantidade correta (350 mg/dl em homens e 265 mg/dl em mulheres). Já 81% da população está com a ingestão de vitamina K abaixo do previsto.

Em relação aos minerais como selênio, cobre, zinco e iodo, o estudo também pontuou que seu consumo é 40% abaixo do satisfatório (apenas 10% com consumo abaixo do ideal de ferro). Os dados confirmaram que 30% da população consomem muita gordura e pouco carboidrato, ao passo que a ingesta de proteínas é suficiente.

Vários trabalhos destacam que mesmo com uma dieta equilibrada é possível não atingir o nível de vitaminas e minerais. Isso porque a quantidade de vitaminas nos alimentos varia de acordo com o grau de amadurecimento (no caso das frutas e vegetais), tipo e tempo de preparo do prato, além do uso de produtos químicos em sua produção. Para alcançar o aporte ideal, o uso diário de multivitamínicos é considerada uma alternativa saudável, destaca o Manifesto do Corpo Saudável -O que o corpo fala quando está desnutrido de A a Zinco.

SAIBA MAIS

Boas defesas:
Vitaminas A, C, E e os minerais zinco e selênio ajudam a fortalecer o sistema imunológico;

Bom humor: Vitaminas do Complexo B, principalmente a B6 e o mineral selênio;

Cabelos, pele e unhas: Vitaminas A, C, E, assim como o complexo B e os minerais zinco e selênio;

Sono reparador: Zinco, potássio e a vitamina C auxiliam no relaxamento, essencial para uma boa noite de sono;

Ossos e dentes: Consumo adequado de fósforo, cálcio e vitamina D

Consumo

90 por cento da população consome cálcio abaixo da porção recomendada de 1.200mm/dia, não superando o total de 400mm

80 por cento dos indivíduos não ingerem a quantidade ideal de magnésio (350mg/dl em homens e 265mg/dl em mulheres).

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