Pesquisa

Estresse e sedentarismo prejudicam a saúde

00:00 · 04.11.2013
Fruto do ritmo incessante do dia a dia, os profissionais do ramo administrativo (advogados, auditores, arquitetos, consultores contábeis e de gestão empresarial) são os mais estressados.

Destaque positivo: os profissionais da indústria da transformação, não apresentaram índices elevados em nenhuma das avaliações quanto aos níveis de estresse, prevenção de cânceres (ginecológico, mama e da próstata), sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo, Índice de Massa Corpórea (IMC), pressão arterial, glicemia e colesterol total, entre outros. Neste segmento, a população pesquisada foi de 15.141 pessoas, de 65 empresas (69,2% homens e 30,8% de mulheres), de 30 a 39 anos.

Atividades econômicas

Os dados constam do estudo Saúde Ativa, recém-lançado pela SulAmérica Seguros, Previdência, Investimentos e Capitalização, realizado por ramos de atividade econômica, sinaliza que a rotina profissional pode interferir diretamente na saúde e bem-estar das pessoas.

A amostragem envolveu mais de 40 mil segurados de um total de 240 empresas, localizadas em 10 capitais brasileiras (70% dos segurados têm idade inferior a 40 anos). O Saúde Ativa está em sua quarta edição.

O estudo observou a evolução das empresas do setor em oferecer segurança e promover a conscientização do funcionário no ambiente de trabalho, diferente de duas décadas atrás, quando a atividade apresentava altos índices de acidentes.

Por outro lado, a área de transportes figurou na pior colocação do estudo, com posições negativas em sete indicadores, sendo o colesterol elevado o fator mais agravante, constatado em 15% dos perfis analisados.

Sedentarismo

Já os índices de sedentarismo alcançaram elevadas taxas em todas as áreas, entre 54,6% a 69,5%, o que indica que mais de 50% da população pesquisada não pratica exercícios ou o faz eventualmente, estatística 20% superior ao dado mundial.

As incidências de fatores de risco como sobrepeso e obesidade também estão muito presentes na vida dos segurados participantes, em especial na daqueles que seguem as carreiras nos segmentos de transportes e outros serviços, com variação entre 50,3% e 63,7%, acima do índice de 51 pontos estimado, no ano passado, pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, a média de tabagismo ficou entre 2% a 11,1%, abaixo do levantamento de 12% de brasileiros declarados fumantes, divulgado pelo Ministério da Saúde.

Segundo Maurício Lopes, vice-presidente de produtos Saúde e Ondotológico, "os resultados apontam para algo muito valioso: vale a pena investir em prevenção e bem-estar".

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