diabetes

Escola deve estar pronta para casos de emergência

00:00 · 21.01.2014
Médicos alertam para necessidade de identificação de crises de descompensação diabética e como proceder em casos de emergência no âmbito da escola.

A dieta da criança diabética deve ser saudável e supervisionada pela instituição de ensino FOTO: REPRODUÇÃO

"O ideal seria um entendimento sobre o diabetes, quais os cuidados necessários com a criança diabética, entrar em contato com a família para saber os horários dos controles e da aplicação da insulina, e como se deve proceder diante de uma emergência", alerta a pediatra Cristiane Kochi, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo.

O diabetes mais frequente (em crianças e adolescentes) é o mellitus do tipo 1. Nestes pacientes ocorre lesão das células pancreáticas produtoras de insulina (processo autoimune). Como consequência, há um aumento dos níveis sanguíneos de glicose (hiperglicemia), cujos sintomas podem apresentar poliúria e polidipsia (urinar muito e beber muita água), emagrecimento, cansaço e visão embaçada.

Como proceder

"Os membros da escola devem reconhecer os sintomas de hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) ou hiperglicemia (açúcar alto no sangue) e qual o procedimento a ser adotado. O ideal seria que tivesse um profissional habilitado a reconhecer e tomar as medidas adequadas", explica a Dra. Regina Célia Santiago Moisés, especialista em diabetes da SBEM.

Na iminência de uma crise, a primeira ação é tentar identificar se é hipoglicemia (suor frio, fome, irritabilidade, batedeira no peito, alteração do comportamento com confusão mental). Nessa situação, se a criança estiver consciente, oferecer um copo de suco, água com açúcar ou mesmo suco com açúcar. Se estiver inconsciente, deve-se acionar o serviço de emergência.

Se estiver com hiperglicemia pode ter maior frequência da diurese, pedir muita água e, eventualmente, iniciar quadro de vômitos e confusão mental. Na ausência de vômito, oferecer água para hidratar. Se inconsciente, acionar a emergência. Nas duas situações, mesmo que já solucionadas, a criança não pode sair sozinha da escola (pais e responsáveis devem ser notificados).

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