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Cuidado redobrado ao retirar água do ouvido

00:16 · 17.09.2013
Seja doce ou salgada, a água pode provocar oclusão no conduto auditivo e gerar quadro de dor e infecção

Sair do mar, da piscina ou do banho e sentir aquele incomodo causado pela entrada de água no ouvido é uma situação comum que, na maioria das vezes, pode ser resolvida de maneira simples. Entretanto, é importante estar alerta para que o quadro não evolua e se torne em algo mais sério. Importante: a água é a causa de 40% das infecções auriculares

Inclinar a cabeça para o lado e agitá-la levemente é a conduta correta a ser tomada no caso de água no ouvido. Dr. Jorge Evandro chama atenção para o perigo de tentar retirar o líquido o uso de álcool, acetona ou ar quente

Segundo o otorrinolaringologista Jorge Evandro, qualquer tipo de água - doce ou salgada- que entre no ouvido pode gerar incômodo, pois o líquido provoca uma oclusão do conduto auditivo externo impedindo a passagem de sons e causar dor.

Água nem tão doce

Existem duas formas da água causar infecções no ouvido: pelo contato direto, cloro ou bactérias contidas na água de piscinas, açudes ou do mar, e pela remoção da proteção natural do ouvido, o cerumem (cera), causada pela própria água. Quando isso acontece, as bactérias e fungos que já estão alojados no ouvido aumentam e causam a infecção.

É interessante destacar que o tipo de líquido que mais prejudica o ouvido é o de água doce, principalmente o de açude, pois geralmente são banhos mais demorados e a água muitas vezes já se encontra contaminada com bactérias.

Apesar dos cuidados e informações sobre o assunto, nem sempre é possível evitar o problema, mas caso isso aconteça, segundo orientação do médico, deve-se inclinar a cabeça para o lado e agitá-la levemente. Essa ação é a melhor maneira de retirar o líquido e, ao contrário dos que muitos pensam, outras opções, como álcool, acetona ou até mesmo colocar ar quente do secador não devem ser utilizados, pois não são maneira seguras de retirar o líquido. Se, mesmo com a tentativa, o água não sair naturalmente, o mais seguro é procurar um otorrinolaringologista. Ele deverá realizar uma otoscopia, ou seja, a visualização do conduto auditivo externo através de um otoscópio, fazendo assim o diagnóstico correto e realizando o tratamento adequado. O importante é não deixar de procurar um especialista, pois, caso permaneça no ouvido, a água parada pode levar a um quadro de dor ou secreção no ouvido, evoluindo para uma otite externa, onde as consequências são mais sérias.

SAIBA MAIS

O uso
do protetor auricular é importante para quem visita a praia com frequência e gosta de piscina e lagos. É indicado, também, para quem pratica natação, devendo ser recomendado pelo otorrinolaringologista.

Nos meses de férias ( janeiro, julho e dezembro), a atenção dos pais deve ser redobrada em relação às crianças, pois a incidência de água no ouvido costuma ser frequente.

O conselho dos médicos é: caso a água não saia do ouvido naturalmente, quanto antes se procurar um especialista, melhor.

Alguns casos de infecção auditiva são causados pela cera no ouvido (quando a pessoa toma banho essa cera amolece e fecha o conduto auditivo). Nesses casos, a visita regular ao otorrinolaringologista para realização da limpeza do ouvido evita esses quadros.

Na hora de limpar o ouvido é aconselhado que se evite usar cotonetes, pois a cera é retirada dos ouvidos ou empurrada para o canal auditivo prejudicando o ouvido. O correto é usar uma toalha.

LÍVIA LOPES
REPÓRTER

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