INTERVENÇÃO

Cirurgias mais seguras

18:24 · 20.08.2011
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Mesmo com riscos, indicação cirúrgica - em casos precisos - se propõe sempre a beneficiar o paciente

Já ouvimos falar que há pessoas (pacientes) tão afeitas a cirurgias, chegando mesmo ao ponto de se viciarem em ir a um cirurgião, criando uma necessidade de intervenção. No polo oposto, temos os que trazem verdadeiro pânico de médico, cirurgia e hospital.

Um meio termo entre esses dois extremos encontramos em algumas abordagens médicas mais tradicionais, cuja proposta é a intervenção cirúrgica é seletiva, só ocorrendo em casos realmente imprescindíveis.

Mesmo com a redução de danos e com o avanço na área cirúrgica, a partir das intervenções chamadas minimamente invasivas, os riscos de uma cirurgia existem e devem ser avaliados.

Por outro lado, criar condições para que as cirurgias se tornem procedimentos cada vez mais seguros tem sido o objetivo dos profissionais da área. Eles se reúnem de hoje ao dia 25 no Centro de Convenções de Fortaleza, para discutirem essas e outras questões pertinentes ao segmento, durante o XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia.

O coordenador do evento Dr. Heládio Feitosa admite que os procedimentos cirúrgicos sempre envolvem riscos ao paciente. Por isso, as recomendações médicas costumam ser criteriosas e as advertências tentam alertar para que sejam seguidas à risca, tanto antes quanto durante e depois do ato cirúrgico em si.

A cirurgia segura será um dos temas desta edição do evento, conforme Feitosa, responsável técnico pelo Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará. Ele diz que o primeiro fator a se considerar para garantir a segurança de qualquer procedimento, do simples ao mais complexo, é a real necessidade da cirurgia. "Fazer procedimentos onde não há exigência de tratamento cirúrgico é um risco". Cita as cirurgias estéticas como exceções, onde a necessidade não é pautada numa doença.

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