Nutricosméticos

Beleza em cápsulas

00:00 · 18.11.2013
O hábito alimentar saudável e os nutricosméticos são a chave para a dupla tão almejada na modernidade: saúde e boa aparência

Equilíbrio na alimentação é o método mais indicado pelos profissionais de saúde, principalmente quando o objetivo é evitar doenças e prevenir o envelhecimento, já que vitaminas e minerais contidos nos alimentos ajudam no combate aos radicais livres (moléculas que degeneram as células sadias do organismo). No entanto, a quantidade necessária capaz de oferecer total nutrição não é consumida pela maioria das pessoas.

É esse o fator que estimula o sucesso das pílulas nutricosméticas, popularmente conhecidas como pílulas da beleza, que buscam garantir saúde do corpo e da aparência.

Não há receita mágica

São doses de vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos graxos e proteínas cuja única função é repor substâncias causadoras de rugas, unhas fracas, queda de cabelo, flacidez, celulite, manchas, estrias, acne entre outros problemas estéticos. A substância ingerida será determinada pela finalidade desejada.

"Não há receita mágica, não há pílula da beleza. Como auxiliares, os suplementos são fantásticos, desde que bem indicados", alerta Sonia Maria Vieira de Castro, mestre em nutrição humana pela University of New Hampshire e nutricionista da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto Dr. José Frota.

É preciso balancear o bem-estar físico e mental, assim como o hábito da boa alimentação, pois tudo reflete no corpo, afirma a professora adjunta do curso de Nutrição da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

"A busca desenfreada pela boa forma e pela beleza vem tirando o foco da verdadeira importância de uma dieta equilibrada para o nosso corpo, já que é dela que suprimos as necessidades nutricionais da pele, das unhas, dos cabelos, enfim, do corpo inteiro. Quando isso não acontece, surgem as deficiências nutricionais ou desequilíbrio metabólico, que podem causar alterações estéticas, problemas de baixo peso, sobrepeso e obesidade", explica.

Bom senso

Apesar de serem considerados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) como alimentos funcionais, por possuirem nutrientes atuantes na manutenção do organismo produzindo efeitos metabólicos ou fisiológicos, os nutricosméticos são usados pelas indústrias cosméticas, farmacêuticas e de alimentos. Isso ocasiona uma oscilação quanto à classificação, que varia entre suplementos alimentares, medicamentos e cosméticos.

As contraindicações são poucas, mas existem. Segundo Sonia Maria, gestantes e lactantes não devem consumir nada antes de ouvir o médico; pessoas alérgicas precisam estar atentas aos componentes da fórmula; em caso de doenças renais crônicas, hipertensão ou diabetes é essencial a indicação do especialista.

Sob prescrição médica

Afinal, antes de iniciar a ingestão das cápsulas, é premissa básica a realização de exames para saber quais deficiências nutricionais comprometem o organismo. A análise afasta o risco de sobrecarregá-lo com o uso inadequado de alguma substância, podendo piorar ao invés de melhorar.

"Quando a queda de cabelo está relacionada a outros fatores, que não a deficiência nutricional, as cápsulas não terão nenhum efeito. Ou ainda, as fórmulas podem levar ao efeito contrário quando usadas em excesso", pontua a nutricionista com atuação nas áreas clínica, esportiva e estética.

Para evitar o excesso na ingestão de um determinado nutriente, o consumo de pílulas deve ser prescrito pelo médico ou nutricionista responsável pelo paciente.

Sônia Maria Vieira também ressalta que o nutricosmético deve ser inserido em um estilo de vida saudável, pois não substitui hábito alimentar, cuidados externos ou higiene. A nutricionista afirma que o ideal seria que todos procurassem orientação de um profissional qualificado para o consumo por vários motivos, entre eles indicação adequada, segurança, tempo de tratamento, interações medicamentosas e contraindicações eventuais.

Vicky Nóbrega
Especial para o Vida

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