HIDROGINÁSTICA

Acesso seguro às piscinas

04:22 · 13.11.2011
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Temperatura da água, largura das escadas e a presença de corrimão são itens essenciais

Há cinco anos, a aposentada Jucineide Bastos, 77 anos, foi diagnosticada com tendinite no ombro logo após sofrer uma queda. Por recomendação médica, iniciou a prática de hidroginástica. Realizada inicialmente num clube conhecido da cidade, a atividade logo tornou-se um peso para Jucineide em função da dificuldade que sentiu em executar os exercícios sob baixa temperatura. "A água da piscina era gelada e quanto mais fazia as aulas, mais piorava", conta.

A melhora no quadro geral da paciente só aconteceu depois que passou a se exercitar na piscina de água aquecida numa clínica de fisioterapia especializada. O problema enfrentado por Jucineide é apenas um dos fatores que devem ser observados na hora de escolher um local apropriado para exercícios na água.

A prática de hidroginástica, comumente feita por pessoas de idades mais avançadas, requer uma série de cuidados quanto a manutenção da piscina (e no entorno da mesma). A atenção deve acontecer antes mesmo de entrar na água, recomenda o fisioterapeuta Luis Henrique Cintra, especialista em Reeducação Postural Global e acupuntura e diretor da clínica Somma. O piso ao redor da piscina deve ser antiderrapante (como a pedra cariri, que possui a propriedade de não absorver calor), assim como conter fitas antiderrapantes para garantir maior segurança.

A escada é outro item essencial para se ter um acesso seguro à piscina. Segundo o fisioterapeuta, "a escada deve ir até o fundo. Ninguém pula na água, pois uma piscina de hidroginástica não é para recreação. Os degraus devem ter uma largura que permita a colocação dos dois pés, pois uma pessoa com problemas em um dos joelho, por exemplo, não consegue se sustentar apenas com um dos pés", diz. Os corrimões são itens indispensáveis.

Estabilidade

No Círculo Militar de Fortaleza, que atende a cerca de 500 alunos de natação e hidroginástica, a piscina possui uma escada de alvenaria que facilita o acesso, além de ser rodeada na parte interior por dois degraus maiores, diz o Comandante Pereira, vice-presidente do clube. Em relação às escadas de ferro, o coordenador de esportes do BNB Clube Aldeota, Marcos Paulo Torres, afirma que devem ter quatro pontos de fixação: dois na base do piso exterior e dois na parede da piscina, como as existentes no clube, que atende dois mil alunos de natação e hidroginástica.

As escadas devem ter pelo menos cinco degraus para não demandar um grande esforço na subida e descida. As piscinas dos clubes possuem uma profundidade média entre 1,20m e 1,50m, já que o público praticante geralmente é formado por idosos com altura média de 1,60m.

Os cadeirantes costumam enfrentar dificuldades para praticar hidroginástica. O acesso à piscina é mais difícil e geralmente é realizado através do esforço/ajuda de outras pessoas. A solução, segundo Luis Henrique Cintra, é a instalação de um pool lift, aparelho que funciona como uma espécie de elevador. O dispositivo, entretanto, não é encontrado facilmente em Fortaleza. No BNB Clube são realizadas competições paraolímpicas, mas as piscinas passam por mudanças pontuais, com a inclusão de rampas e escadas para facilitar o acesso.

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