preparações

Ação antioxidante é intensa e benéfica

00:00 · 20.01.2014

Durante a refeição o ideal é não consumir chás para que não haja interferência na absorção dos nutrientes. Paola Nunes sugere que a bebida deve ser tomada meia hora após a refeição de modo a auxiliar no processo digestivo.

Entre os chás mais indicados, Paola Nunes destaca as preparações feitas com hortelã, abacaxi, limão, anis estrelado e de erva doce. A nutricionista é diplomada em Marketing de Alimentos e Grande Consumo em Âmbito Internacional pela Escuela de Negócios de Madrid (Cesma), Espanha.

Segundo a especialista, o chá se tornou mais popular em função da conscientização e da busca por saúde do brasileiro. Alerta que a ingestão inadequada restringe o uso de açúcar e adoçante na preparação e ao consumo de chás industrializados, que contêm conservantes e outros aditivos alimentares em sua composição.

Hibisco suave

O chá de hibisco (com seu sabor suave de framboesa) tem sido muito utilizado por quem deseja combater o indesejável acúmulo de gorduras. Na prática clínica, Paola Nunes pontua a relação positiva entre o consumo desse chá e a redução da gordura corporal.

A espécie Hibiscus sabdariffa é rica em flanovonoides, cuja ação antioxidante é intensa, além de combater os radicais livres, apresentar efeitos de proteção às doenças do coração e de anti-envelhecimento da pele. Há estudos que comprovam sua atuação na diminuição da gordura circulante no plasma e do fígado.

Verde de energia

Eficiente para auxiliar no aumento do gasto de energia e na utilização de gordura corporal, o chá verde possui entre os seus compostos as catequinas, inibidoras de uma enzima que degrada um neurotransmissor chamado norepinefrina.

Protegido, este neurotransmissor prolonga sua função e aumenta o gasto energético do organismo. Além disso, a cafeína presente no chá verde atua junto às catequinas promovendo ação semelhante.

O chá também é responsável por uma maior utilização de gordura como fonte de energia. "Ao começarmos a prática de atividade física, utilizamos nossas reservas de carboidratos e com algum tempo apenas é que começamos a utilizar a gordura. Na presença das catequinas do chá verde esse processo ocorre mais rápido", exemplifica. Para exercer esses efeitos, a dose consumida por dia de chá verde deve ser de quatro xícaras.

Diante de tantos pontos positivos, a nutricionista atenta que o alimento possui substâncias que formam complexos com alguns nutrientes e impedem que eles sejam absorvidos. Por isso, a ingestão deste chá não deve ser feita juntamente com as refeições. O ideal é que o consumo aconteça no intervalo das mesmas.

A vez do branco

O chá verde e o branco provêm da mesma planta, a Camellia sinesis, o que os difere é o tipo de processamento das folhas. "Embora sejam da mesma planta e o chá branco apresente teor mais elevado de catequinas que o chá verde, estudos verificaram a eficácia do chá branco para ação antioxidante, redução dos triglicérides, da inflamação e manutenção do tecido conjuntivo, conferindo benefícios para a pele e prevenindo a celulite. Porém, em relação a perda de peso, os estudos não verificaram interferência", revela.

O hábito de tomar chá, escolhendo a erva correta, é muito adequado quando inserido em uma alimentação equilibrada. É preciso estar ciente de que o chá não substitui nenhum alimento e não possui calorias. O seu efeito gerará o acréscimo de antioxidantes e de outros compostos benéficos à saúde.


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