energia

Abrir o espaço interno para a mente se aquietar

20:31 · 08.10.2011
Benedita Sousa, professora de Meditação Raja Yoga (Ciência Real da Alma) , Brahma Kumaris, imprime o olhar espiritual aos novos praticantes, enviando paz, amor, e atributos espirituais
Benedita Sousa, professora de Meditação Raja Yoga (Ciência Real da Alma) , Brahma Kumaris, imprime o olhar espiritual aos novos praticantes, enviando paz, amor, e atributos espirituais ( Arquivo )
Benedita Sousa, professora de Meditação Raja Yoga (Ciência Real da Alma) , Brahma Kumaris, imprime o olhar espiritual aos novos praticantes, enviando paz, amor, e atributos espirituais
Benedita Sousa, professora de Meditação Raja Yoga (Ciência Real da Alma) , Brahma Kumaris, imprime o olhar espiritual aos novos praticantes, enviando paz, amor, e atributos espirituais ( Arquivo )
Entre as diversas formas de aquietar a mente, uma delas, costuma se adequar às necessidades individuais de cada um. Nos passos iniciais para a meditação, toda pessoa que se aventura nesta prática de autodescoberta aceita a necessidade de criar o hábito de se manter confortável em seu próprio espaço interno.

Para se chegar a esse estado, o externo deve ser observado, desde a temperatura do ambiente, até a posição em que se mantém sentado (em uma cadeira ou no chão) com as costas eretas. Sem essas condições, o desconforto leva a mente a permanecer em estado de agitação. A ressalva à posição deitada é pelo fato de a pessoa, normalmente, ao alcançar o relaxamento, acabar adormecendo, nem sempre conseguindo ter a mente desperta.

Yoga e diversidade

Nos anos 60/70 do século passado, período de emergência da contracultura e da revolução hippie, o foco espiritual foi a tônica do período. As buscas da diversidade religiosa trouxeram o fascínio pelo Oriente e suas nuances e sistemas contemplativos.

Inicialmente observado como uma prática física, o Yoga indiano é um sistema que em essência significa união (corpo, mente e espírito), conforme o médico indiano, radicado nos Estados Unidos, Deepak Chopra.

Atualmente, inúmeros profissionais de saúde têm incluído a meditação em suas prescrições para os pacientes alcançarem um ponto de equilíbrio dinâmico e bem-estar. Um desses profissionais é a Dra. Verônica Porto Freire, diretora do Tricaya Center que mantém semanalmente prática de meditação com vários tipos de abordagens, como a Dinâmica, Kundalini e Heart Chakra (centrada no coração). São meditações desenvolvidas pelo mestre indiano (já falecido) Osho Rajneesh, que adequou essas práticas à mente agitada do homem ocidental, criando mais de 100 formas de meditar.

Isso, é claro, porque nem todos conseguem logo de início simplesmente sentar, se acalmar, observar sua respiração e entrar em estado meditativo. Por isso, algumas formas tiveram que ser adequadas para a mente acelerada, como a meditação caminhando. Esta forma, normalmente, é eleita para quem utiliza muito a mente, como intelectuais.

Em sua essência, meditar é recuperar um importante comando interior para manter a vida em equilíbrio. Conforme a Dra. Hemlata Sanghi, que das práticas meditativas, escolheu a meditação Raja Yoga (ensinada gratuitamente pela Organização Brahma Kumaris), quando não nos aquietamos é comum que a mente opte pela negatividade. Isso nos tira do equilíbrio, além de nos levar a despender energia inutilmente para atividades que poderiam ser mais simples.

Desde que surgiram os computadores e celulares, as pessoas nem se dão conta que se viciaram em atos desnecessários, comenta a médica e professora de meditação. "Tem esposa que liga dez vezes durante o dia para o marido. Ou mãe que liga para os filhos sem parar. Elas acham que isso é amor". O amor, justifica Hemlata, requer um aprendizado de comunicação que vem de dentro para fora, de coração para coração. Se a pessoa compreender isso, não precisará estar preocupada com que o outro está fazendo ou irá pensar se não estiver em perto.

Paz na falta de tempo

Acalmar a mente, além do ganho energético, deixa qualquer pessoa com a mente alerta, sem necessidade de despender seu tempo com más interpretações que comumente levam a conflitos, nem sempre solucionáveis no mesmo nível de consciência em que foi gerado. Não que os conflitos não ocorram, mas eles são superados com muito mais tranquilidade, explica Hemlata. "Minha energia de paz e amor, conectada por meio da meditação diária, acaba me ajudando a me comunicar com o outro de forma mais pacífica". Isso gera um entendimento, pela aceitação dos valores pessoais e do outro, sem criar um embate interminável de quem tem razão ou não tem.

A jornalista Marília Rabelo, do Movimento da Mística Andina, é adepta da meditação. Com esta prática (o grupo se reúne todas as quintas-feiras, das 19 às 20h, no Espaço Viver) ela crê que as pessoas podem retomar a consciência daquilo que é verdadeiramente importante para si e os demais. O grupo (aberto aos interessados) também medita todo domingo, às 11horas, no caminho da Trilha das Azeitonas, no Parque do Cocó. O contato com a natureza é importante para essa prática, diz.

Os riscos de não fazer uma escolha consciente, é se sentir sempre sem tempo e com medo de enfrentar o próprio vazio. Segundo a Dra. Hemlata Sanghi, com a prática regular da meditação, cada um consegue ir ao encontro de seus valores, deixando de depender do externo para criar referências a seu respeito.

Nossa cultura ainda cultiva crenças de culpa, castigo e punição. O amor, em sua essência, é deixado de lado. Só que, na realidade, somos apreciados por nossas maiores qualidades, diz Hemlata. Isso quer dizer que nossos erros são observados sem serem julgados. Pelo contrário, sempre podemos aprender com eles e recuperar o que nos dignifica (perdoar e recomeçar). A intimidade com a paz interior restabelece até conceitos equivocados da Divindade, tirando a pessoa do medo e da punição e conduzindo-a ao encontro verdadeiro com o amor de Deus.

Ganhos com a calma

Amor: ter afeição por alguém, querendo estar próximo e compartilhar com ele. Com amor, passa a se tratar os outros como você gostaria de ser tratado, com atenção e respeito;

Respeito: atitude de honrar a si mesmo e aos outros e de cuidar de seus direitos. Ser respeitoso se reflete na polidez com que falamos, com que agimos e em nossos relacionamentos;

Paciência: forma de encarar um atraso ou uma situação problemática, sem se queixar. É ser calmo e tolerante, quando acontecem as coisas difíceis. É ver o todo em tudo, desde o início;

Confiança: ter fé em algo ou em alguém. Assegurar-se de sermos quem somos e capazes de solucionar qualquer problema. É ter a força necessária para tentar coisas novas;

Humildade: não se considerar mais importante do que os outros. É pensar que as necessidades dos outros também são importantes. E admitir os meus erros, aprendendo a partir deles;

Tolerância: manter-se forte como uma árvore. Talvez possa ser sacudido e conseguir se manter flexível diante de uma tempestade;

Perdão: significa deixar de se castigar ou de se sentir desalentado, por algum erro que possa ter cometido. É também deixar passar os erros cometidos pelos outros e continuar a amá-los, como antes;

Flexibilidade: estar aberto à necessidade de mudanças. A ação significa desfazer-se dos maus hábitos e aprender novos. Não fazer apenas o que se quer; é vital se permitir e ficar aberto às opiniões e sentimentos e outras pessoas.

Fonte: Organização Brahma Kumaris

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