Rotas marítimas

Setor de cruzeiros se une e pede regularização de píeres no Brasil

Uma força-tarefa federal foi montada na quinta-feira (12), em Brasília. Representantes do setor público e privado querem o fim da insegurança jurídica na atividade que gera 25 mil postos de emprego no País

12:44 · 13.07.2018
cruzeiro
Navio ancorado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. Em novembro começa a temporada de cruzeiros ( Divulgação )

O Brasil é considerado um dos destinos mais ricos em belezas naturais. As praias são reconhecidamente uma atração à parte. Ao todo, o País possui um litoral com 7.367 Km, banhado a leste pelo Oceano Atlântico. O contorno da costa brasileira aumenta para 9.200 km se forem consideradas as saliências e reentrâncias do litoral.

Apesar do potencial, ainda falta muito para que o País seja destaque entre as rotas de grandes cruzeiros. Ciente dos desafios e também das possibilidades a ser exploradas, uma  força-tarefa federal foi montada nesta quinta-feira (12), em reunião realizada em Brasília (DF), para regularizar píeres que recebem escalas de navios transatlânticos no Brasil.

Vale enfatizar que a temporada de cruzeiros no País começa em novembro e deve contar com cerca de 350 mil cruzeiristas nas rotas de pelo menos sete navios que trafegarão pela costa brasileira.

Marco Ferraz, presidente da CLIA Brasil (Associação Brasileira das Empresas de Cruzeiros Marítimos), enfatizou na ocasião que o segmento de cruzeiros passa por uma redução significativa de navios, rotas e cruzeiristas, o que caracteriza uma séria perda de competitividade no setor. 

“Hoje geramos 25 mil empregos, mas poderiam ser 60 mil. A burocracia e a falta de regularização vêm promovendo a desistência das operações de vários navios que antes faziam rotas pelo Brasil e hoje já escolhem outros países para navegar”, relatou.

Oportunidade à vista

Dados apontam que 80% dos cruzeiristas não conhecem o destino da escala, o que representa uma grande oportunidade para o turismo das cidades. Com a falta de regularização de píeres que recebem transatlânticos de grande porte, porém, a insegurança jurídica assusta operadores privados da atividade.

Para vencer a burocracia, o setor se uniu e vai retomar as atividades do Grupo de Turismo Náutico, que terá a legalização de pendências de operação de píeres como pauta inicial de trabalho.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.