Hotelaria

Lei pode proibir acusados de assédio nos hotéis da Califórnia

O setor hoteleiro da Califórnia, no Estados Unidos, aguarda a votação do projeto de lei que prevê ainda o fornecimento de "botões de pânico" portáteis para funcionários com o objetivo de coibir o assédio sexual

09:00 · 10.01.2018
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A Califórnia poderá ter novas regras na hotelaria para proteger funcionários do assédio de hóspedes ( Pixabay )

A Califórnia está prestes a dar um passo adiante no combate ao assédio sexual na rede hoteleira do Estado. Está em tramitação um projeto de lei que deve exigir duas mudanças no setor. A primeira estabelece que os estabelecimentos forneçam "botões de pânico" portáteis para seus funcionários, com o objetivo de inibir o assédio sexual e outras ameaças.

A segunda mudança pode obrigar os hotéis a manter registros de todos os hóspedes acusados de algum delito dentro da propriedade - assaltos ou assédios, por exemplo - arquivados por cinco anos. Dessa forma, se algum funcionário sofrer algum tipo de ameaça por parte dos hóspedes, estes serão impedidos de se instalar no local por até três anos.

Outras cidades norte-americanas já aprovaram iniciativas nesse sentido, entre elas Seattle e Chicaco. E, caso seja aprovado, o projeto fará da Califórnia o primeiro estado a ter uma lei com essas restrições.

"Ouvimos muito sobre os perigos para as camareiras de hotel, que muitas vezes trabalham em situações que as colocam em risco de agressão sexual ou assédio", declarou Al Muratsuchi, um dos políticos responsáveis pela proposta. 

Ao site Travel Weekly, o porta-voz de Muratsuchi, disse que o autor da proposta teve debates com indústria hoteleira antes de sugerir as mudanças e acrescentou que o projeto de lei deve ser analisado ainda no primeiro semestre deste ano. 

Polêmica

Mas nem todos receberam bem as propostas. A American Hotel & Lodging Association (AHLA) disse estar avaliando o projeto. Em lei similar, aprovada em 2016, em Seattle, a entidade entrou com uma ação judicial contra a decisão, afirmando que proibir acusados de assalto ou assédio "tira dos hóspedes seus direitos de processo devido legal".

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