Aviação

Com saída de aéreas, Venezuela está ficando isolada da América Latina

Depois de suspender as operações da Copa Airlines, o país de Nicolás Maduro enfrenta o bloqueio do Panamá às companhias aéreas venezuelanas

16:21 · 12.04.2018
copa
Com o fim das relações econômicas entre os dois países, a empresa panamenha Copa Airlines encerrou as operações para Venezuela

Sair e chegar à Venezuela por via aérea está se tornando cada vez mais difícil. Na última semana, o país suspendeu, por três meses, todas as relações econômicas com o Panamá, o que resultou na interrupção de todos os voos da Copa Airlines.

Em resposta, o Panamá  publicou um decreto que vai proibir, a partir de 25 de abril, a operação de companhias aéreas venezuelanas no país. Como consequência, as empresas Conviasa, Aeropostal, Avior, Laser, Ravsa, Santa Barbara Airlines (SBA) e Turpial não poderão mais transportar passageiros e cargas ao Panamá. 

A medida deixa a Venezuela ainda mais isolada do resto da América Latina e elimina uma das últimas fontes de renda em moeda estrangeira para as companhias, que não têm sequer como adquirir peças de reposição para suas aeronaves.

Crise sem precedentes

Nos dois últimos anos um grande número de aéreas encerrou as operações na Venezuela. Entre elas estão a Latam, Gol, Avianca, Internacional, Aerolineas Argentinas, Delta, Lufthansa, Tap e United. Apenas cinco grandes empresas continuam atuando no mercado venezuelano: American, Iberia, Air France, Turkish e Cubana de Aviación.

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