Entre os latino-americanos

Brasileiro é quem menos comete "gafes" em viagens, aponta pesquisa

Pesquisa aponta que tecnologia é maior aliada para evitar erros no exterior

Segundo o estudo, a maioria dos viajantes brasileiros (81%) usa a tecnologia com frequência para ir mais além em suas viagens, enquanto 75% usam para navegar quando estão em um destino desconhecido ( Masashi Wakui )
16:32 · 17.06.2018 / atualizado às 16:34 por Redação Diário do Nordeste

Viajar e se perder no destino, levar roupa errada na mala ou pronunciar palavras erradas no idioma local. Quem viajou e nunca cometeu alguma dessas "gafes"? Contudo, uma pesquisa aponta que, dentre os latino-americanos, o brasileiro é quem menos erra durante as viagens. 

A tecnologia tem sido a maior aliada dos brasileiros para evitar contratempos. Conforme o estudo da Booking.com, 68% dos viajantes brasileiros admitiram cometer erros durante suas viagens. Apesar do número, estamos à frente de Argentina (73%), México (80%) e Colômbia (82%), por exemplo.

Em todo o mundo, os japoneses (54%) e os holandeses (59%) são os que menos cometem erros. 

Já 8 em cada 10 indonésios (85%) - o número mais alto da pesquisa - disseram se confundir, mesmo com o smartphone na palma da mão. Na squência aparecem a Índia (83%) e Taiwan (80%). 

Mesmo com todo o avanço tecnológico a que temos acesso com nossos smartphones, 27% dos brasileiros admitem que ainda entendem mal as informações dos mapas digitais e acabam se confundindo e até se perdendo em solo estrangeiro. Os mexicanos (30%), argentinos (31%) e colombianos (34%), no entanto, admitem ter mais problemas quanto a isso.

Já os holandeses são craques em não precisar pedir ajuda: apenas 15% admitem se perder, mesmo com ajuda do smartphone. Na sequência aparecem os russos (18%), belgas e alemães (empatados com 19%). Já os que mais passam por apuros nesse sentido são os viajantes de Hong Kong: metade (51%) admitiu que já se confundiu a ponto de se perder durante uma viagem. Depois vem Taiwan (47%) e os viajantes espanhóis (37%).

Idioma é problema para 20% dos brasileiros

O estudo apontou ainda que 2 em cada 10 brasileiros (20%) admitem ter tido problemas com o idioma local. Além disso, 15% já caíram em alguma "armadilha" para turista e pagaram mais do que deveriam em algum produto ou serviço em solo estrangeiro. Outras falhas comuns apontadas na pesquisa, segundo os brasileiros, são levar as roupas erradas na mala (16%), não ler avaliações antes de reservar uma hospedagem (14%) e ser mal-entendido ao fazer um pedido em um restaurante (13%).

Entretanto, quase a metade dos brasileiros entrevistados (46%) admite que é possível aprender com os erros para ter uma melhor experiência no futuro. Este grupo acredita que errar faz parte da viagem. Outros 40% acham até engraçado os perrengues de viagem. 

Segundo o estudo, a maioria dos viajantes brasileiros (81%) usa a tecnologia com frequência para ir mais além em suas viagens, enquanto 75% usam para navegar quando estão em um destino desconhecido. Outros 70% buscam dicas sobre o local, enquanto 60% procuram entretenimento. Já 41% usam para alterar algo na viagem, no local.

Planejamento é vantagem

Tirar vantagens do avanço tecnológico parece ser a chave para se viajar cada vez mais e melhor. Um em cada cinco (24%) viajantes afirma que pesquisa e planeja muito previamente para terem a melhor viagem possível e mais de um quarto (26%) acredita que planejar a viagem traz uma sensação de segurança. Porém, 16% acham que planejar ao longo da viagem é a melhor forma de fazer descobertas e 13% gostam do suspense e da espontaneidade que a surpresa traz.

Já é de se esperar que os jovens de 18 a 24 anos, a chamada Geração Z, tenha uma relação especial com a tecnologia. Para eles, ficar conectado é extremamente importante, inclusive, durante uma viagem. Por isso, quando viajam para um destino remoto, 32% dos jovens disseram não gostar da falta de tecnologia. A surpresa vem do grupo de 55 a 64 anos: 59% deles disseram não gostar da sensação de se sentir isolado do resto do , mostrando que a tecnologia é crucial também nessa faixa etária.

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