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Brasileiro é o que menos comete erros em viagens entre os latino-americanos

Graças ao uso da tecnologia, os turistas do Brasil conseguem driblar melhor os problemas que surgem durante as viagens internacionais

Levantamento mostra que a maioria dos viajantes brasileiros (81%) usa a tecnologia com frequência para ir mais além em suas viagens
10:00 · 06.08.2018

Não há como negar que os aplicativos e sites especializados em ajudar viajantes inexperientes têm ajudado muita gente a sair do sufoco em terras estrangeiras. Mesmo assim, 68% dos viajantes brasileiros admitiram cometer erros durante suas viagens. Pode até parecer muito, mas esse é o menor índice entre os latino-americanos. Ficamos à frente de Argentina (73%), México (80%) e Colômbia (82%).

Confundir caminhos e se perder no destino da viagem, pronunciar palavras erradas no idioma local e levar roupa errada na mala são os principais equívocos cometidos pelos brasileiros nas férias. É o que revela a pesquisa da Booking.com.  O levantamento mostra outras curiosidades: japoneses e os holandeses são os viajantes que menos cometem erros quando têm tecnologia à mão: 54% e 59%, respectivamente. Já 8 em cada 10 indonésios (85%) - o número mais alto da pesquisa - disseram se confundir mesmo com o smartphone na palma da mão. A Indonésia é seguida de perto nesse ranking pela Índia (83%) e Taiwan (80%).

Erros mais comuns

mala

O estudo mostra também que, apesar de estarem conectados e com qualquer informação na palma da mão, é muito comum que os viajantes se percam por aí. Quase um terço dos brasileiros (27%) admite já ter entendido mal as instruções e confundido um caminho a ponto de se perder. Ainda assim, são menos perdidos que os mexicanos (30%), argentinos (31%) e colombianos (34%).

Os que menos entendem errado as instruções e se perdem no caminho são os holandeses (15%), os russos (18%), seguidos de perto por belgas e alemães (empatados com 19%). Já os que mais passam por apuros nesse sentido são os viajantes de Hong Kong: metade (51%) admitiu que já se confundiu a ponto de se perder durante uma viagem. Depois vem Taiwan (47%) e os viajantes espanhóis (37%).

Realizado com 20.500 pessoas de 28 países, o estudo global descobriu ainda que 2 em cada 10 brasileiros já pronunciaram uma palavra errada no idioma local e 15% já caíram em alguma "armadilha" para turista e pagaram mais do que deveriam por um produto ou serviço. 

Outras falhas bem comuns entre os viajantes brasileiros são levar as roupas erradas na mala (16%), não ler avaliações antes de reservar uma hospedagem (14%) e ser mal-entendido ao fazer um pedido em um restaurante (13%).

Ainda assim, a maioria confirma que os equívocos não chegam a "estragar" a viagem. Muito pesquisados dizem ser possível aprender com os erros para ter uma melhor experiência no futuro. Quase metade (46%) dos brasileiros acredita que errar faz parte da aventura e 40% acham até engraçado os perrengues de viagem.

Tecnologia como aliada

De acordo com o levantamento, a maioria dos viajantes brasileiros (81%) usa a tecnologia com frequência para ir mais além em suas viagens, enquanto 74% usam para navegar quando estão em um destino desconhecido, 70% para ter dicas sobre o local, 60% para entretenimento e quatro em cada 10 (41%) usam para alterar algo na viagem, já no local.

Saber como acessar as informações e manusear bem o aparato tecnológico parece ser a chave para se viajar cada vez mais e melhor. Um em cada cinco (24%) viajantes afirma que pesquisa e planeja muito previamente para terem a melhor viagem possível e um mais de um quarto (26%) acredita que o planejamento traz uma sensação de segurança. Porém, 16% acham que pesquisar o que fazer ao longo da viagem é a melhor forma de fazer descobertas e 13% gostam do suspense e da espontaneidade que a surpresa traz.

Centennials

idioma

Um recorte feito entre os integrantes da Geração Z -  jovens de 18 a 24 anos - confirma a relação especial desse grupo com a tecnologia. Para eles, ficar conectado é extremamente importante, inclusive, durante uma viagem. Quando viajam para um destino remoto, 32% dos jovens disseram não gostar da falta de tecnologia. 

Surpreendentemente, 59% dos viajantes entre 55 a 64 anos disseram não gostar da sensação de se sentir isolado do resto do mundo, mostrando que a tecnologia é crucial também nessa faixa etária.

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