Medidas de emergência

Amsterdã adota multas para enfrentar onda de turismo em massa

A previsão é que a capital da Holanda receba mais visitantes do que toda a população do País ao longo de 2018

A capital holandesa espera um número recorde de visitantes em 2018 ( Flickr )
13:41 · 13.08.2018
O centro de Amsterdã é uma das áreas mais contempladas pelas novas medidas adotadas pela Prefeitura ( PXHere )

Enquanto muitos destinos buscam o máximo de divulgação para atrair novos visitantes, outros estão enfrentando os efeitos causados pelo excesso de turistas. É o caso de Amsterdã, cidade mais populosa e capital da Holanda.

Com a expansão das companhias aéreas da Europa que oferecem voos diretos partindo de diversos países do mundo, ao longo e 2018, a previsão é que cerca de 20 milhões de turistas visitem Amsterdã, cidade que hoje tem uma população de 850 mil habitantes. 

Para que o sucesso do turismo não afete negativamente o dia a dia dos moradores, a prefeitura local decidiu adotar medidas de emergência, incluindo a aplicação de multas. Isso mesmo, alguns casos poderão ser punidos com pagamento de taxas. 

Entre as medidas  estão o monitoramento das aglomerações em locais públicos e fechamento de determinadas ruas sem aviso prévio. Um dos pontos mais procurados, o Distrito da Luz Vermelha, por exemplo, será interditado aos turistas durante a limpeza da área. As autoridades holandesas também planejam o uso de máquinas para emitir multas e cobrá-las instantaneamente.

Em Amsterdã, é terminantemente proibido urinar na rua e jogar lixo no chão.Com as novas medidas, ficam estabelecidas também multas de 95 euros para o consumo de álcool em locais públicos e 140 euros para quem se envolver em casos de desordem pública. 

Para resguardar a população local, desde 2017 está em vigor a lei que impede a abertura de novos estabelecimentos comerciais - como lojas de suvenires e fast foods - na área do Centro da cidade. 

Preocupada com o efeito da multidão de turistas circulando em ruas com edifícios históricos, a prefeitura não permite mais ônibus e cruzeiros turísticos na região central, onde, aliás, não podem construídos novos hotéis.

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