Testamos

Z³ Play é melhor, mas tem alguns 'poréns'

Terceira geração dos smartphones moduláveis da Motorola aperfeiçoou o que já era muito bom

Moto trouxe um aparelho ainda mais interessante que o antecessor, apesar de alguns detalhes ( Foto: Kid Júnior )
00:00 · 16.07.2018 por Germano Ribeiro -Repórter
( Foto: Kid Júnior )
O maior destaque do aparelho é, sem dúvida alguma, o conjunto de câmeras, especialmente a câmera dupla traseira que dá um banho no Moto Z² ( Foto: Kid Júnior )

Lançada em junho, a terceira geração da linha de celulares moduláveis da Motorola - Moto Z, veio com ares ainda mais luxuosos e um quê de sofisticação. A começar pelo visual. Das mudanças do Z² para o Z³, o que logo chama atenção de quem se depara com o aparelho é o tamanho da tela, a câmera dupla traseira e a posição do leitor de digital.

À exceção da depressão na lateral direita para abrigar o leitor, as outras duas mudanças são positivas. A câmara dupla, de longe, é a melhor delas. Antes dos detalhes, o resumo: o Moto Z² já era um excelente aparelho. A nova versão tem claras melhorias e deve agradar ainda mais a todo mundo.

Primeiro porque o lançamento, ao agregar valor, agrega também preço. O Moto Z³ é vendido oficialmente por R$ 2.299,00. O custo-benefício em comparação aos seus principais concorrentes o faz competitivo, mas no mesmo site da Motorola é possível encontrar o modelo anterior 22% mais barato. Aí é preciso reforçar as vantagens para convencer de que vale a pena comprar o lançamento.

Para quem estava com o Z² e pegou o Z³, a percepção da capacidade de processamento entre um e outro não é perceptível. Ele é sim mais rápido, mas não significativamente. A qualidade da imagem é melhor, as cores são mais nítidas, e isso faz diferença principalmente para ver filmes e séries. O xodó mesmo é a chegada da câmera traseira dupla, já presente no Moto Z² Force e no modelo da linha um tanto mais barata, o Moto X4. Além da qualidade das imagens com 12MP+5MP, a brincadeira de recortar o fundo e substituí-lo por qualquer outro ficou ainda mais fácil de usar e de processar que os dos citados acima (a inteligência artificial faz seu trabalho). A câmera de selfies tem 8MP.

Novidade também é poder fazer pesquisas na web a partir de produtos visualizados pelas lentes. O ajuste manual, simulando uma câmera profissional também é uma vantagem extra.

O tamanho da tela, agora com 6 polegadas, também é uma vantagem considerável para quem curte o celular como um dispositivo de mídia. A resolução da tela é ainda melhor: Full HD+ (2160 x 1080 pixels). Fica entretanto, o questionamento quanto a tamanha resolução de imagem. Ela realmente faz diferença ao olho humano num tela destas dimensões? Não encontramos resposta para isso.

O maior porém é mesmo o leitor digital na lateral. Ele é eficiente, mas a posição leva inevitavelmente a desbloqueios involuntários que podem causar uma bagunça considerável, com fotos involuntárias e aplicativos fora de ordem, por exemplo. A mudança de posição deduz-se facilmente: acabou o espaço com o aumento da tela.

Outras marcas têm leitores traseiros, mas isso seria impossível para a linha conhecida pelos snaps - os módulos que podem ser trocados, com TV Digital, bateria extra, caixa de som, projetor etc. A Motorola também optou por um novo botão, na lateral esquerda, para bloqueio e desbloqueio. Mistério o porquê do sensor digital do Z³ não cumprir esta missão, tal qual seu irmão mais velho. Limitações de espaço, talvez.

Outras novidades

As vantagens exclusivas dos aparelhos Motorola, como as Moto Ações, continuam e foram aperfeiçoadas. Há agora a possibilidade de desbloqueio facial. Menos seguro, é claro, mas aparentemente um pouco mais do que o desbloqueio por voz. Sem o sensor, fica na base da tela a opção do "toque único", possibilidade de controlar o dispositivo apenas tocando ou arrastando o dedo. Pode ser que alguém goste, mas depois de uns bons dias experimentando, preferi voltar aos três botõezinhos virtuais.

Com o processador Snapdragon 636, com 8 núcleos de até 1,8 GHz, o Moto Z³ tem opções com 4GB de memória RAM e armazenamento de 64 GB; e também 6GB de RAM com 128 GB de memória. A bateria de 3.000 mAh continua dando ao aparelho capacidade de funcionar o dia todo, a depender o uso, claro. Ele roda o Android 8.1 e é vendido nas cores Índigo e Ônix. Coisa chique mesmo.

Conclusão: o Moto Z³ Play vale a pena. Mas a Motorola concorre consigo mesma ao ainda oferecer o Z² com preço 22% menor (R$ 1.799,00). Só que ele não tem aquela super câmera dupla.

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