Alvo de golpes

WhatsApp requer cuidado extra dos usuários do app

00:00 · 18.06.2018
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O WhatsApp é a principal rede escolhida para disseminar golpes, diz Emilio Simoni ( Foto: Shutterstock )

De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, laboratório da PSafe especializado em cibercrime, o WhatsApp, entre as redes sociais mais utilizadas atualmente, é a que requer mais cuidados dos usuários. “Por ser hoje o aplicativo de troca de mensagens instantâneas mais utilizado no Brasil, com mais de 120 milhões de usuários, o WhatsApp é a principal rede escolhida para disseminar golpes. Além disso, por meio do aplicativo, é fácil induzir a vítima a realizar o compartilhamento de golpes com sua rede de contatos, fazendo com que as ameaças ganhem escala rapidamente”, pontua.

Ele também esclarece que nenhuma rede social é mais segura que a outra. “O que existe hoje é o direcionamento dos hackers às plataformas com maior número de usuários, pois o objetivo do hacker é quase sempre ganho financeiro. Quanto mais vítimas maior o potencial de ganho”. Simoni ainda relata que a população como um todo está cada vez mais exposta por meio dos dispositivos conectados. “O fato de muitos jovens acessarem a internet cada vez mais cedo, pode fazer com que não tenham ainda a maturidade suficiente para tomar as medidas de segurança digital recomendadas”.

Vale destacar que, segundo dados do relatório produzido pelo dfndr lab, o principal golpe acessado pela população no primeiro trimestre de 2018 foi por meio de links maliciosos, com 56,9 de milhões de bloqueios realizados pelo aplicativo dfndr security, disponível gratuitamente na Google Play. “Ao acessar links maliciosos que, geralmente, são disseminados via WhatsApp, o usuário fica exposto a download de aplicativos maliciosos e registro de seu celular em serviços pagos de SMS”, diz Simoni.

A PSafe ainda tem uma ferramenta gratuita (http://www.psafe.com/dfndr-lab/pt-br/) que permite que os usuários se certifiquem sobre a veracidade de qualquer informação antes de compartilhá-la com seus contatos do smartphone.

Questionado sobre se o WhatsApp caminha para substituir aplicativos de banco, Emilio Simoni diz que o uso do app facilitaria o processo de transferência financeira. “O mais importante, nesse caso, é que os mecanismos de segurança acompanhem a usabilidade do aplicativo”. 

Por fim, além das redes sociais, ele indica que as pessoas tomem cuidado ao acessarem redes Wi-Fi pública, uma vez que podem estar comprometidas e permitir que hackers tenham acesso as informações pessoais de seus dispositivos transmitidas pela rede. “Outras dicas importantes são: realizar download de aplicativos apenas em lojas oficiais, Google Play e App Store; utilizar antivírus com função anti-phishing; desconfiar de links recebidos via WhatsApp e demais redes sociais, mesmo que tenham sido enviados por conhecidos, se certificando que não apresentam risco, e suspeitar de promoções exageradas, consultando os canais oficiais da marca apontada para se certificar que se trata de uma oportunidade real”.

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