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Televisão, áudio e casas inteligentes dominam Feira Eletrônica Internacional

Confira as grandes tendências que marcarão o ano, separadas por família de produtos

IFA Berlim é a maior feira de tecnologia da Europa ( Foto: AFP )
17:19 · 30.08.2018 por AFP

A Feira Internacional de Eletrônica (IFA) de Berlim começará nesta sexta (31), apresentando as maiores novidades do setor. Dentre as tendências temos celulares com maio duração e casas super inteligentes. 

TV: nitidez, tamanho e conexão 

Em Berlim se apresenta a primeira geração de telas 8K, com quatro vezes mais pixels que uma tela UHD, que já oferece uma definição muito boa. O problema é que os primeiros conteúdos não estarão disponíveis antes de 2020 e dos Jogos Olímpicos de Inverno no Japão.

A superfície média das telas segue aumentando, com uma média europeia próxima das 50 polegadas em 2017.

A conexão à internet se impõe como um critério obrigatório para ver conteúdo a la carte, controlável com a ajuda de assistentes de voz. Ou seja, dizendo, por exemplo: "Google, ponha o último episódio de Black Mirror".

Áudio: fones até para dormir 

Os fones de ouvido, que já abandonaram os conectores "jack" há dois anos, vão dando lugar aos "earbuds", pequenos fones intra-auriculares com conexão bluetooth.

De olho no crescente entusiasmo em relação aos podcasts em 2018, os fones apostam no conforto e se integram em fitas macias que permitem dormir com eles.

Outra tendência são os fones conhecidos como "circum-auriculares", que rodeiam a cabeça e cujas amplas almofadas cobrem toda a orelha, proporcionando um isolamento acústico máximo.

Telefones mais duráveis? 

Em 2017 foram vendidos no mundo 1,478 bilhão de smartphones, com um preço médio de 276 euros (323 dólares), em um mercado onde cada vez há mais concorrência, segundo os organizadores da IFA. 

Nos "smartphones" de gama alta (iPhone, Galaxy da Samsung ou Mate do chinês Huawei), as telas são cada vez maiores, com as bordas mais finas e processadores que aumentam a potência e reduzem o consumo.

Por outro lado, os fabricantes parecem ter reagido às críticas à obsolescência programada, oferecendo baterias e telas mais resistentes para as quatro horas de uso médio por dia.

Segundo a empresa de consultoria Gartner, o ciclo de renovação dos smartphones aumentou em média seis meses.

Computador ou tablet? Os dois! 

No terreno dos computadores, os ultraportáteis lideram a corrida da inovação graças a uma renovação regular de seus processadores, sobretudo os da Intel. Os últimos modelos priorizam uma memória RAM de grande capacidade, a memória flash (SSD) ou, ainda melhor, discos duros híbridos (disco duro + SSD).

No que diz respeito aos jogos e computadores de escritório, as telas apostam na alta resolução. Os tablets, cuja venda está em queda livre (-18% no ano passado segundo os organizadores da IFA), devem ser transformados em conversíveis, associando-se aos velhos teclados.

Os "wearables", além do esporte 

O ano 2017 foi o dos objetos conectados que se usam no corpo, como os relógios. Dedicados sobretudo à atividade esportiva, os "wearables" integram também funções de vigilância de crianças ou idosos, o que gera hesitação entre as autoridades.

Em novembro passado foram proibidos na Alemanha os "smartwatches" para crianças. Com eles, os pais podiam ativar um microfone à distância e ouvir as conversas de seus filhos na escola.

Uma casa conectada e às ordens 

Em termos de eletrodomésticos, a tendência é para o "maior e mais lindo", indica Norbert Herzog, especialista da federação alemã GFK. Os lares querem máquinas de lavar roupa com capacidade para nove quilos e fornos e geladeiras mais largos e profundos.

Entre os pequenos eletrodomésticos, o aspirador sem fio ganha uma inesperada popularidade, e já representa 40% das vendas mundiais neste segmento.

Os equipamentos do dia a dia permitem à família pilotar com mais facilidade, através da voz, uma série de aparelhos inteligentes e conectados em rede, como geladeiras, máquinas de lavar e tablets impermeáveis integrados na cozinha.

Os aparelhos que permitem purificar o ar automaticamente tem uma forte penetração, sobretudo no mercado chinês, onde a poluição é um problema de saúde pública.

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