Investimento-anjo

Receita Federal lança norma para investimentos em startups

A Anjos do Brasil acredita que essa novidade representa um retrocesso

13:00 · 25.07.2017 / atualizado às 13:36

Na semana passada, a Receita Federal regulamentou o investimento-anjo no Brasil, através da Instrução Normativa 1719. Na norma, estabelece-se uma tributação de até 22,5% sobre os rendimentos devidos perante o aporte de capital.

Em entrevista ao site StarSe, a principal entidade de investidores no Brasil, a Anjos do Brasil, acredita que essa novidade representa um retrocesso.

"É um retrocesso, entre vários pontos, ao estabelecer a tributação sobre os rendimentos, enquanto que em uma participação direta os dividendos seriam isentos".

"Há um desequilíbrio quando comparamos com outros investimentos, tais como em fundos de investimento imobiliário, nos quais são isentos os rendimentos", completa a entidade.

Para o Brasil, estimular o empreendedorismo seria uma forma fácil de restabelecer o crescimento econômico por aqui. “Havia uma clara oportunidade de estimular o empreendedorismo e, simultaneamente, aumentar a arrecadação”, explica a entidade, citando um estudo da Grant Thornton, que diz que a cada R$ 1 investido em startups gera no mínimo R$ 2,50 em tributos, além de empregos qualificados e renda para a sociedade.

A Anjos do Brasil acredita que tudo isso seria útil para acabar com a crise brasileira. “Nós iremos continuar trabalhando para reverter esta determinação, demonstrando que o estímulo aos investimentos em startups é um aliado para superação da crise”, finaliza.

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