No Brasil

Mercado de PCs cresceu 14% no segundo trimestre de 2018, diz estudo

Entre os meses de abril e junho deste ano, foram comercializados 1,41 milhão de computadores no Brasil

13:20 · 04.09.2018 / atualizado às 13:23
PC
Do total de vendas no trimestre, quase 70% foram de notebooks (977,5 mil), contra 436,9 mil modelos de mesa ( FOTO: USP IMAGENS )

Um estudo elaborado pelo IDC Brasil revelou, nesta terça-feira (4), que o mercado nacional de PCs avançou 14% no segundo trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme o levantamento 'IDC Brazil PCs Tracker Q2', 1,41 milhão de computadores foram comercializados no País entre os últimos meses de abril e junho, valor este que também representa uma alta de 5,5% ante o trimestre anterior.

“Tradicionalmente, em anos de eleição, as compras são intensificadas para garantir atualização do parque em caso de mudanças ou futuros congelamentos nos investimentos”, destaca Wellington La Falce, analista de pesquisa da IDC. Segundo o estudo, o mercado de computadores também registrou um considerável aumento em suas receitas, que movimentaram R$ 3,56 bilhões no segundo trimestre de 2018, 27,5% a mais do que no mesmo período de 2017.

Apesar do crescimento do mercado como um todo, as vendas de desktops continuaram caindo no segundo trimestre de 2018, assim como tem ocorrido nos últimos meses. Do total de vendas no período, quase 70% foram de notebooks (977,5 mil), contra 436,9 mil modelos de mesa. 

“Esse movimento é mundial e não é novidade, mas o índice de queda tem se mantido. Entre os meses de janeiro e março de 2018, por exemplo, os notebooks responderam por 69,3% das vendas, enquanto os desktops representaram 30,7%. Ou seja, o mercado está estabilizado”, analisa La Falce. 

Ticket médio

No que diz respeito ao ticket médio, os desktops custaram cerca de R$ 2.190 aos brasileiros no segundo semestre de 2018, 11% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Os notebooks, por sua vez, custaram, em média, R$ 3.243, 6,5% a menos do que no mesmo período de 2017. A causa, diz La Falce, foi o aumento do dólar. “Com o salto da moeda americana, os fabricantes não conseguiram mais manter os preços do final do ano passado”, explica o analista da IDC.

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