Crescimento

Lucro da Apple aumenta 32% e empresa se aproxima da marca de US$ 1 trilhão na Bolsa

Crescimento está associado aos aparelhos mais caros, no caso, o iPhone X, principalmente

08:00 · 01.08.2018 por AFP
Apple iPhone X
O iPhone X foi um dos principais fatores neste lucro gigante da Apple ( Foto: Josh Edelson/AFP )

A Apple anunciou na terça-feira (31) uma alta de 32% nos lucros, a US$ 11,5 bilhões, no último trimestre, graças ao aumento do preço de venda do iPhone, e se aproximou da marca de US$ 1 trilhão de capitalização na Bolsa.

O volume de negócios aumentou 17%, a US$ 53,3 bilhões, em relação ao mesmo período do ano passado, devido especialmente à venda de iPhones, serviços on-line e acessórios.

"Ficamos felizes de anunciar o melhor trimestre concluído em junho da Apple e o quarto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos na receita", disse seu CEO, Tim Cook. 

Ao mesmo tempo, a empresa chinesa Huawei superou a Apple no segundo trimestre em vendas de smartphones, um mercado liderado pela Samsung, de acordo com a empresa International Data Corporation (IDC). 

A Samsung vendeu 71,5 milhões de unidades no período; a Huawei, 54,2 milhões; e a Apple, 41,3 milhões de iPhones.

As vendas de iPhones ficaram um pouco menores que o esperado, com um avanço de apenas 1% no período, mas o pequeno aumento da quantidade foi compensado na receita pelo preço mais elevado.

Isso foi atribuído ao lançamento em 2017 do iPhone 8 e do iPhone X, cujo preço inicial de venda ao público era de quase US$ 1 mil.

Os resultados da Apple foram imediatamente reconhecidos pelo mercado: as ações subiam cerca de 3,96%, a US$ 197,83, nas negociações eletrônicas após o fechamento de Wall Street.

Assim, a Apple alcançou a marca de US$ 935,3 bilhões na Bolsa de Nova York, muito perto do valor de US$ 1 trilhão de capitalização. Se alcançar esta cifra, será a primeira empresa a registrar a façanha.

Guerra comercial com a China

A empresa, que busca se diversificar para não depender tanto do iPhone, teve um aumento de 31%, a US$ 11,5 bilhões, nas receitas provenientes de serviços como iTunes Store, Apple Music, Apple Pay, entre outros.

Os mercados estavam muito atentos à possibilidade de encontrar prejuízos na Apple por causa da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China - um dos principais mercados da empresa da maçã, do qual depende muito. 

Além de fornecer uma receita de US$ 9,5 bilhões no trimestre, a Apple monta na China a maioria de seus aparelhos.

Cook disse que até agora os produtos da Apple não se viram diretamente afetados, e que a companhia está avaliando as medidas tomadas por Trump.

"Nossa opinião sobre as tarifas é de que se mostram como um imposto sobre o consumidor e geram menor crescimento econômico e, em algumas ocasiões, podem gerar um risco significativo de consequências não desejadas", disse o chefe da companhia. 

"Dito isto, somos otimistas de que isso será resolvido. Existe uma reciprocidade inescapável entre os Estados Unidos e a China que atua como um ímã que os une: cada um somente pode prosperar se o outro fizer", acrescentou Cook.

A empresa mais uma vez obteve melhores resultados do que o esperado em um momento em que as ações das companhias de tecnologia estão em dificuldades - especialmente após os resultados decepcionantes da rede social Facebook, cujas ações caíram 20% desde que revelou seus dados trimestrais.

A Apple está agora muito perto de alcançar a emblemática cifra de US$ 1 trilhão de valor na Bolsa. A empresa estatal chinesa PetroChina conseguiu isto rapidamente em 2007 ao entrar na Bolsa, mas depois suas ações registraram uma queda rápida.

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