na índia

Inteligência artificial que prevê crimes deve ser lançada em breve

O software é baseado em sistemas de triagem de segurança militar e governamental que tentam identificar terroristas monitorando pessoas em tempo real

Quando aprimorada, a nova tecnologia vai procurar por "anomalias comportamentais" que sinalizem que alguém está prestes a cometer um crime violento ( Foto: reprodução / Digital Trends )
08:22 · 13.04.2018

A Cortica, uma empresa israelense de segurança e pesquisa de inteligência artificial, formou recentemente uma parceria na Índia com o Best Group para analisar os terabytes de transmissão de dados de câmeras de CFTV em áreas públicas. Inicialmente, o objetivo é melhorar a segurança em locais públicos, como ruas da cidade, paradas de ônibus e estações de trem. Em paralelo, uma inteligência artificial será aplicada nas imagens para tentar prever atividades criminosas antes que essas aconteçam

Já é comum o uso de reconhecimento facial e correspondência de matrículas como parte da vigilância de câmeras de vídeo. Mas quando aprimorada, a nova tecnologia promete ir muito mais longe, procurando por "anomalias comportamentais" que sinalizem que alguém está prestes a cometer um crime violento. O objetivo é similar ao que acontece no enredo de Minority Report, filme de ação/ficção de 2002, identificando um crime antes que aconteça. A diferença é que nesse caso, o sistema usa imagens ao vivo, ao invés da 'premonição', como acontecia na história cinematográfica.

O software é baseado em sistemas de triagem de segurança militar e governamental que tentam identificar terroristas monitorando pessoas em tempo real. O programa faz isso procurando microexpressões - contorções minúsculas ou maneirismos que podem desmentir as intenções de uma pessoa. Esses sinais são tão pequenos que podem iludir um detetive experiente, mas não o olho digital de uma I.A. 

Desenvolvimento

Para criar o programa, a empresa não usou redes neurais, sistemas baseados em probabilidades e modelos de computação. A empresa usou pedaços vivos de cérebros de ratos conectados à microeletrodos para estudar como o córtex reagiu a estímulos particulares. Com os resultados, os pesquisadores foram capazes de identificar grupos específicos de neurônios chamados cliques que processavam conceitos específicos. A partir daí, a empresa construiu arquivos de assinatura e modelos matemáticos para simular os processos originais no cérebro.

De posse da enorme quantidade de informações que as análises produziram, os desenvolvedores conseguiram oferecer um aprendizado avançado à A.I. Caso ela produza uma resposta incorreta,  os programadores podem facilmente rastrear o problema de volta ao processo ou assinatura arquivo responsável pelo julgamento errôneo.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.