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Hackers oferecem serviços de sequestro de contas e roubos de dados em redes sociais

Antes feitas apenas na "dark web", hoje os anúncios podem ser encontrados bem mais facilmente

11:31 · 07.12.2017
Hacker
Conhecidos popularmente como hackers, esses indivíduos passaram a oferecer seus serviços maliciosos para sequestrar contas e informações de pessoas comuns e empresas ( Foto: Allan de França )

O sequestro de contas de usuário tem crescido exponencialmente. Casos similares como da primeira-dama Marcela Temer, da atriz Carolina Dieckmann, além de personalidades internacionais como Emma Watson, Kristen Stewart, Jennifer Lawrence, são provas de que ninguém está imune à ataques digitais. 

O compartilhamento de localização, fotos e vídeos, mesmo que feito entre conhecidos, pode ser perigoso, já que essas informações podem ser acessadas por terceiros com conhecimento técnico suficiente. Esses indivíduos, conhecidos popularmente como hackers, passaram a oferecer seus serviços maliciosos para sequestrar contas, e consequentemente informações, de pessoas comuns ou até empresas.

Antes feitas apenas na "dark web", hoje os anúncios podem ser encontrados bem mais facilmente. O especialista em cibersegurança Rafael Narezzi conta que já recebeu ofertas do tipo em redes sociais. A mais recente, segundo ele, foi no LinkedIn, onde um hacker lhe propôs o serviço de espionagem. “Abordagens como essa estão se tornando cada vez mais comum. E se existe oferta é porque há muita procura”.

Ele explica que os riscos são variados e que os usuários mal-intencionados conseguem ter acesso à uma conta facilmente. Acessar contas em redes Wi-Fi públicas  é um perigo constante, visto que o tráfego pode ser copiado por um outro usuário na mesma rede. Um exemplo que torna o roubo de dados ainda mais fácil e que pode ser visto diariamente em várias localidades é o uso do login de redes sociais para fazer autenticação e liberação de redes Wi-Fi púlicas, como de shoppings.

O problema não é apenas de "ter sua conta roubada", mas de suas informações serem usadas de maneiras aleatórias. No caso de aplicativos que guardam senhas, como iCloud Keychain ou Google Password, o risco é maior ainda, já que esses guardam diversas senhas, inclusive as de banco. Com acesso à conta do usuário em uma instituição financeira, o estrago pode ser bem mais desastroso. 

O sequestro de WhatsApp por exemplo, pode ser extremamente perigoso, visto que o golpe atinge outras pessoas, como nas vezes em que os criminosos pedem para amigos e familiares realizarem transferências bancárias para contas de terceiros. O uso de fotos ou vídeos, como nos casos das celebridades hackeadas, também pode ser prejudicial, caso o usuário tenha algum vídeo íntimo. 

Abrangência 

Caso a vítima seja "popular" nas redes sociais, o ataque pode ter proporções ainda maiores. No caso de pessoas com muitos seguidores, o hacker pode enviar um link com um código malicioso que os seguidores não vão suspeitar por vir de um perfil que elas conhecem. Esse tipo de manobra pode atingir muito mais pessoas em pouco tempo e ser bastante prejudicial para quem for atingido. "Esse ataque pode conter desde um Ransomware até mesmo um malware para ter controle de seu computador”. 

Segundo ele, o principal objetivo dos hackers é infectar o usuário para extorquir dinheiro. Para se prevenir, existem alguns procedimentos que podem reduzir os riscos de ataques:

- Trocar as senhas periodicamente; 

- Se disponível, usar a autenticação de dois fatores, ofertada por muitos serviços; 

- Não usar contas em computadores ou redes públicas; 

- Não postar localização, fotos ou vídeos que revelem detalhes sobre sua vida ou da empresa 

- Evitar usar nome completo, abreviações ou apelidos são bem-vindos 

- Não clicar em links de desconhecidos 

- Caso seja um conhecido, desconfie antes de clicar 

- Ter uma solução de segurança instalada e atualizada 

- Em caso de suspeita de roubo de senha, trocar imediatamente todas as senhas que puder

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