Rede Social

Facebook do Brasil anuncia remoção de grupos e contas irregulares

Página do PCSD ainda tentou voltar, mas foi retirada novamente pelo Facebook

08:39 · 16.08.2018 por Estadão Conteúdo

Depois de remover na manhã da quarta-feira, 15, uma rede, administrada por brasileiros, que promovia engajamento falso em postagens, a PCSD, o Facebook voltou à carga e, no final da tarde, anunciou a exclusão de mais sete perfis e dois grupos. Isso ocorreu depois que parte dos integrantes da rede tentou voltar à plataforma, após a derrubada inicial de 72 grupos, 50 perfis e cinco páginas.

O esquema de "venda de engajamento", revelado em primeira mão pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi detectado pela ONG americana Atlantic Council, que ajuda o Facebook a monitorar comportamento irregular na rede social.

Conforme informações colhidas pelo Estado, o Facebook não permitirá que a rede desmantelada, desenvolvida ao longo de anos volte a se proliferar. Houve preocupação em evitar que a rede poluísse o debate público no período eleitoral, a exemplo do que ocorreu no México, onde começou a investigação que resultou na derrubada de hoje. 

A Digital Forensic Research Lab (DFRLab), braço investigativo do Atlantic Council, produziu, em parceria com o Centro Adrienne Arsht para a América Latina, um relatório que aponta que a rede de amplificação falsa se envolveu na promoção de conteúdo político nas eleições mexicanas. Vários perfis atribuídos a brasileiros apareceram fazendo comentários em espanhol, como se fossem mexicanos. A maioria era contrária ao candidato Andrés Manuel López Obrador, conhecido como AMLO, que acabou vencendo.

Um dos articuladores dos grupos, identificado como Jhonatan Yasser, negou ter recebido pagamentos para impulsionar páginas no Facebook. Ele também afirmou que a empresa apagou as páginas "sem ter provas" de que elas teriam cometido irregularidades.

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