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Empresa oferece dicas para fazer compras seguras com dispositivos móveis

A TransUnion reuniu recomendações que abrangem o uso de Wi-fi até a escolha de aplicativos de compras

21:39 · 04.09.2018
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Caso um usuário faça muitas compras via dispositivos móveis, é recomendado solicitar ao seu banco um comprovante de transação toda vez que uma compra for realizada. (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de prevenir que consumidores sofram ataques de cibercriminosos através de brechas nos sistemas de transações das lojas virtuais, a empresa global TransUnion elaborou cinco dicas para orientar pessoas que decidirem coprar pela Internet.

“Se por um lado o uso de smartphones e tablets para realizar compras on-line é uma praticidade para os consumidores e permite aumentar as vendas das lojas. A falta de atenção a pequenos detalhes para preservar a segurança dos dados pode gerar uma infinidade de problemas caso essas informações caiam em mãos de cibercriminosos”, afirma Claudio Pasqualin, diretor do ISG - Grupo de Soluções Inovadoras da TransUnion Brasil.

Primeiro, recomenda-se cuidado com as redes públicas de Wi-Fi, como as utilizadas em praças, cafeterias e shoppings. Estas podem ser uma porta de entrada para os cibercriminosos, já que conseguem interceptar informações de registro, como o login e senha, enquanto você transmite dados on-line.

“A maior parte dos aparelhos são configurados para acessar o sinal de Wi-Fi mais próximo e mais forte. Isso por padrão. E não temos como saber se a rede acessada é mesmo a rede do local em questão ou uma rede criada por terceiros. Também não temos como nos certificar sobre o nível de segurança desses ambientes no momento do acesso. Se o consumidor costuma realizar compras no aparelho, ele precisa protejer as suas informações. Para isso, basta sempre se conectar com uma senha protegida”, afirma Pasqualin.

Por precaução, é aconselhável guardar o momento de compras no dispositivo móvel para quando estiver conectado em uma rede confiável, como a da própria residência.

Também é necessário muito cuidado para decidir quais aplicativos usar na sua experiência de compras on-line. Só porque o app está disponível na loja do aparelho, não significa que o desenvolvedor é igualmente confiável.

Programas de compras podem instalar um malware, código ou programa malicioso e transferir informações pessoais e de cartão de crédito para cibercriminosos. Só devem ser feitos downloads de desenvolvedores que tenham uma reputação confiável, após verificar as avaliações desses fornecedores na loja de aplicativos. 

Bluetooth

A maioria dos aparelhos móveis vem equipada com a tecnologia Bluetooth, que permite o compartilhamento de informações e a sincronização com outros aparelhos, a exemplo de caixas de som e outros acessórios wireless. Infelizmente, essa tecnologia também pode deixar os usuário vulneráveis para cibercriminosos que tentam interceptar informações no aparelho. “Desabilitar o seu Bluetooth quando não está em uso economiza energia da bateria e também ajuda a proteger o seu aparelho”, comenta o diretor do ISG da TransUnion Brasil.

Os processadores de pagamento para celulares e tablets, por sua vez, facilitam o uso do cartão de crédito. Porém, o fato de um site permitir débito em conta ou geração de boleto para pagamento não significa que ele é confiável. Pessoas físicas também conseguem gerar boletos e, em muitos casos, podem passar uma falsa sensação de segurança.

Independentemente do meio de pagamento, a credibilidade do site ou do app são muito importantes para evitar que o cliente seja lesado.

Caso um usuário faça muitas compras via dispositivos móveis, é recomendado solicitar ao seu banco um comprovante de transação toda vez que uma compra for realizada. Esse é um método prático de verificar prováveis problemas na fatura por meio de atividades fraudulentas.

O consumidor deve estar atento na hora de realizar compras, assim como as empresas devem oferecer sempre ambientes seguros para seus usuários. “Com novas tecnologias também é possível fazer a verificação do dispositivo, checando se há alguma atividade criminosa. Avaliar os fatores de risco e a reputação de um dispositivo, depois checar os dados com o que se sabe sobre um cliente permite tomar decisões informadas e contextualizadas. Acima de tudo, isso deve ser feito com o mínimo de impacto nas transações dos consumidores”, conclui Claudio Pasqualin.

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