Inovação

Apple incentiva retorno de celulares para reciclagem

O aproveitamento de materiais contidos em celulares antigos é facilitado por um braço robótico

13:49 · 14.09.2018
Apple GiveBack
O programa GiveBack oferece um desconto aos clientes que entregarem seu iPhone antigo na hora de comprar um novo. (Foto: Reprodução; Apple)

A Apple aproveitou o evento de lançamento  dos novos iPhones da geração 2018, que aconteceu na última quarta-feira (12) no Teatro Steve Jobs, nos Estados Unidos, para incentivar donos de iPhone a devolverem seus aparelhos antigos à empresa. O programa GiveBack, anunciado em agosto e comentado durante o lançamento desta semana, oferece um desconto aos clientes que entregarem seu iPhone antigo na hora de comprar um novo.

A motivação por trás do GiveBack está na reciclagem. A causa remete à promessa feita pela empresa em 2017, como a vice-presidente de Iniciativas Políticas, Sociais e de Meio Ambiente da Apple, Lisa Jackson, lembrou durante o evento. “Esperamos um dia poder eliminar a nossa necessidade de retirar matérias-prima da Terra. Como vocês podem imaginar, esse é um esforço enorme”, disse.

A empresa destacou que o esforço já pode ser notado nos aparelhos mais recentes. O novo iPhone Xs tem um painel feito inteiramente de estanho reciclado, que, segundo Lisa Jackson, vai evitar a extração de mais de 10 mil toneladas de minério no próximo ano. Outras partes do celular serão feitas de plástico reciclado.

Braço robótico

Porém, reciclar materiais de alta qualidade de celulares para serem reutilizados não é tão simples quanto a reciclagem costuma ser para a indústria. Quando reciclados, aparelhos comuns têm seus vidros esmagados, seu aluminio vendido como sucata, e grande parte do restante de metal e plástico picado. “[Esses materiais] têm algum valor, mas nada de alta qualidade. Não vai voltar para um outro eletrônico”, explica Lisa Jackson.

Por isso, no início de 2018, a Apple apresentou o braço robótico batizado de Daisy, que pode desmontar nove modelos diferentes de iPhone, em um ritmo de 200 unidades por hora, enquanto separa e mantém peças centrais intactas. “Através de Daisy, podemos reutilizar os materiais reciclados em produtos futuros. Quantos mais fizermos isso, menos precisaremos extrair da natureza”, afirma Jackson.

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