'Ciberameaças'

América Latina tem 9 ataques cibernéticos por segundo

Dados da Kaspersky Lab mostram que o Brasil está entre os principais países afetados

08:52 · 14.08.2018 / atualizado às 09:36
Kaspersky Lab
Os e-mails fraudulentos que visam roubar a informação pessoal dos usuários representam ataques conhecidos como phishing. (Foto: Divulgação; Kaspersky Lab)

Mais de 746 mil ataques cibernéticos diários foram registrados durante os últimos 12 meses na América Latina. Em média, são 9 ataques por segundo, de acordo com os dados divulgados pela Kaspersky Lab durante a 8ª Conferência de Analistas de Segurança para a América Latina, que acontece na Cidade do Panamá.

Registros feitos pela empresa indicam que a região tem experimentado uma quantidade considerável de ciberameaças, com a grande maioria concentrada no roubo de dinheiro.  Ataques do tipo cresceram cerca de 60% na área, segundo o chefe da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky Lab para América Latina, Dmitry Bestuzhev.

O Brasil continua liderando os países da região em termos de hospedagem de sites maliciosos, uma vez que 50% dos hosts da América Latina e que foram usados em ataques contra usuários de todo o mundo estão localizados no país.

Conforme a  Kaspersky Lab, a maioria desses ataques ocorre online, enquanto o usuário navega, faz download de arquivos ou recebe anexos de e-mail enganosos, e afeta mais usuários domésticos do que empresas. No entanto, a pesquisa também revelou que as empresas são mais propensas a ataques via e-mail (60%) e vetores off-line (43%); ou seja, por meio de USBs contaminados, pirataria de software ou outros meios que não exijam o uso obrigatório da Internet.

E-mails fraudulentos

Os e-mails fraudulentos que visam roubar a informação pessoal dos usuários representam ataques conhecidos como phishing e são constantes na região, principalmente no Brasil. O País está entre os 20 mais atacados por phishing em todo o mundo, acompanhado por outros países da América Latina, como Argentina, Venezuela, Guatemala, Peru e Chile.

“Isso se deve, em grande parte, ao fato de que os cibercriminosos usam e-mail, mensagens SMS, telefonemas, anúncios de mídia social, entre outros, com nomes de empresas conhecidas – o que significa que os usuários não desconfiam dessas mensagens, aumentando a probabilidade de que estes sejam compartilhados com sua rede de amigos", diz Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.

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