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Acesso à Internet por banda larga cresce no Brasil; usuários chegam a 67% da população

Segundo a pesquisa, 61% das residências brasileiras possuem conexão; número chega a 65% em áreas urbanas

12:44 · 24.07.2018 / atualizado às 13:33
Acesso à Internet por banda larga cresce no Brasil
A proporção de usuários que acessam a rede apenas pelo celular (49%) superou a daqueles que combinam celular e computador (47%) ( Foto: Fabiane de Paula )

O acesso à Internet nos domicílios voltou a crescer no Brasil, totalizando 42,1 milhões de lares conectados em 2017, o número representa 61% das residências de todo o país. Os dados são da pesquisa TIC Domicílios 2017, divulgada nesta terça-feira (24) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

O estudo aponta algumas desigualdades entre áreas urbanas e rurais e por classes socioeconômicas no acesso à Internet. Nas áreas urbanas, 65% dos domicílios, um total de 38,8 milhões de lares, possuem conexão de Internet, enquanto que nas áreas rurais, a quantidade é de apenas 34% das residências.

Na comparação entre as classes socioeconômicas, apesar de um crescimento do acesso à Internet banda larga em todas elas, a proporção ainda é mais significativa entre as classes A e B, com 99% e 93% das residências, respectivamente. Na classe D/E a proporção aumentou de 23%, em 2016, para 34% dos domicílios, em 2017.

Além disso, 19% dos domicílios conectados não possuem computador, o que representa 13,4 milhões de residências. Essa proporção era de apenas 4% em 2014. 

Segundo o estudo, o preço da conexão permanece como principal motivo mencionado para a ausência de Internet nos domicílios: 27% dos entrevistados afirmam que o serviço é caro. 

"O dado revela ser cada vez mais essencial o investimento em infraestrutura e em políticas públicas que possibilitem que todos os brasileiros possam ter acesso à Internet em suas casas, sem distinção de classe social ou região geográfica", pontua Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

A TIC Domicílios 2017 ainda apresenta uma estabilidade com relação ao tipo de conexão. Entre as residências com acesso à Internet, 64% delas o fazem através de banda larga fixa, enquanto 25% utilizam Internet móvel 3G ou 4G. O acesso móvel continua sendo mais utilizado do que o fixo por domicílios de classes D/E, sendo o meio de acesso em 48% das residências.

Usuários de Internet

O número de usuários de Internet no Brasik cresceu seis pontos percentuais entre 2016 e 2017, passando de 61% para 67% da população, o que representa 120,7 milhões de brasileiros. Considerando apenas a área urbana, o número de usuários chega a 71% da população.

Ainda de acordo com a pesquisa, 87% dos brasileiros usam a Internet todos os dias ou quase todos os dias. Já em relação ao dispositivo para acesso individual, mais uma vez a pesquisa aponta a preferência pelo celular, utilizado por 96% da totalidade dos usuários. Observou-se ainda um crescimento da televisão, utilizada por 22% dos usuários para conectar-se à Internet. Essa proporção em 2014 era de apenas 7%.

O envio de mensagens (90%) e o uso de redes sociais (77%) estão entre as atividades mais mencionadas durante o uso da Internet, porém o acesso a conteúdos audiovisuais tem apresentado crescimento nos últimos anos. A proporção dos usuários de Internet que assistiu a vídeos na Internet ou ouviu músicas on-line foi de 71% em 2017, o que representa 85 milhões de pessoas.

A pesquisa também questionou, entre a população usuária de Internet com 16 anos ou mais, sobre o uso de serviços de governo eletrônico. Os serviços mais citados foram direitos do trabalhador e previdência (28%) e educação pública (28%).

Dispositivo utilizado para acessar Internet

A pesquisa TIC Domicílios 2017 aponta que metade da população conectada acessa a Internet exclusivamente pelo telefone celular, o que representa 58,7 milhões de brasileiros. Pela primeira vez na série histórica, o estudo mostra que a proporção de usuários que acessam a rede apenas pelo celular (49%) superou a daqueles que combinam celular e computador (47%).

O perfil de uso exclusivo pelo celular é mais comum entre os usuários de classe D/E (80%) e de áreas rurais (72%). Isto reflete uma realidade em que os cidadãos de baixa renda não possuem múltiplos dispositivos de acesso à Internet como acontece no caso das classes A e B. Esse perfil também é superior entre as mulheres (53%) em relação aos homens (45%).

"No Brasil, 33 milhões de usuários com renda mensal de até dois salários mínimos utilizam a Internet exclusivamente pelo celular, enquanto o uso simultâneo incluindo o computador foi realizado por 88% dos usuários da classe A. O fator socioeconômico é preponderante. Aqueles que têm a possibilidade de escolher combinam o uso de mais de um dispositivo para acessar a rede, algo crucial para o desenvolvimento de habilidades digitais, especialmente no cenário de nova economia digital", pontua Barbosa.

Em sua 13ª edição, a TIC Domicílios realizou entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2017 e maio de 2018 com o objetivo de medir o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos domicílios, o acesso individual a computadores e à Internet, atividades desenvolvidas na rede, entre outros indicadores.

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