Campanha

FM 93 e Verdinha disseminam acessibilidade

00:00 · 02.10.2017

As rádios FM 93 e Verdinha (Rádio Verdes Mares) iniciaram em setembro uma ação para o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. Com a campanha, as postagens no Facebook de ambas as rádios terão a descrição em áudio com a hashtag #pracegover.

A ação educativa é um projeto de disseminação da cultura da acessibilidade nas redes sociais e tem por princípio a audiodescrição de imagens para apreciação das pessoas com deficiência visual. A campanha foi idealizada pela professora baiana Patrícia Braille.

A audiodescrição é uma tradução que consiste em transformar imagens em palavras, obedecendo os critérios de acessibilidade. O mecanismo é produzido, principalmente, para as pessoas cegas, mas tem beneficiado pessoas com dislexia, deficiência intelectual ou com déficit de atenção, por exemplo.

Leitura

Atualmente, milhares de pessoas cegas usam o Facebook com auxílio de programas leitores de tela capazes de transformar em voz o conteúdo dos sites. Contudo, as imagens necessitam ser descritas, para que os leitores consigam transmiti-las às pessoas com deficiência visual.

Vale pontuar que os cegos não se ofendem com a expressão #pracegover. A palavra "cego" não é pejorativa. É a correta e usual. Geralmente, quem acha estranho não convive com pessoas que têm deficiência visual.

Como funciona

Algumas dicas são importantes na hora de usar o mecanismo. Primeiro, é necessário colocar a hashtag #pracegover. Depois disso, é anunciado o tipo de imagem, se uma fotografia, cartum, tirinha ou ilustração.

Logo mais é preciso começar a descrever da esquerda para a direita, de cima para baixo, a imagem, informando as cores, como fotografias em tons de cinza, por exemplo. Depois é necessária a descrição de todos os elementos de um determinado ponto da foto, criando uma sequência lógica.

Uma das dicas é descrever tudo em períodos curtos, com três palavras, por exemplo. É recomendado não utilizar adjetivos.

Atualmente, centenas de páginas do Facebook utilizam a hashtag, incluindo instituições públicas e privadas.

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