Testamos

App promete economia e quase entrega análise perfeita

MediPreço até traz quanto está o preço do remédio (o maior e o valor justo), mas na hora de se consagrar dando o preço e a farmácia fica tudo em branco

00:00 · 06.08.2018 / atualizado às 06:57
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O MediPreço foi bem ao achar o preço máximo e mínimo das medicações procuradas no teste. Note que há até a opção de procurar por genéricos
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O problema foi quando passamos a buscar o preço por farmácias em Fortaleza. Uma pena, pois isso facilitaria muito a vida do usuário Fotos: captura do celular
Gratuito e colaborativo, sistema cruza em seu banco de dados a tabela PMC (Preço Máximo ao Consumidor) do Ministério da Saúde e os menores valores praticados na região do consumidor. Com isto, ele tem em suas mãos uma referência para negociar com a farmácia

Quando o assunto é medicamentos, a pesquisa é uma ferramenta fundamental para quem quer economizar. A variação de preço pode chegar a 400%, segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). O problema é que nem sempre as pessoas dispõem de tempo para efetuar a compra de um item que muitas vezes pede urgência. Mas um grupo de amigos conseguiu criar uma solução perfeita para resolver esta situação e desenvolveram o MediPreço um aplicativo para celular, gratuito, que mostra a variação de preços de um remédio específico em todo Brasil.

Como é?

Funciona assim: basta que você fotografe na farmácia o código de barras por meio do aplicativo, que o sistema busca o valor máximo permitido para aquele medicamento e o menor valor da região, já que o sistema age com geolocalização. No banco de dados estão 25 mil medicamentos em 70 mil farmácias pelo Brasil. Com isto, o consumidor passa a ter o poder de barganhar por um desconto. “O MediPreço atende o usuário na hora que mais precisa. Quem vai à farmácia, muitas vezes se encontra em uma situação de fragilidade, seja por uma enfermidade urgente ou por uma doença que precisa de atenção e controle”, destaca Gregório Salles, um dos criadores da ferramenta.

A base de dados vem tanto da tabela do Ministério da Saúde, que impõe o teto que pode ser praticado no país, quanto da colaboração dos de 343 mil usuários que postam quanto que pagaram, criando uma rede atualizada em tempo real dos valores praticados. “Sempre que você posta está ajudando outras pessoas que dependem daquele medicamento. Além disso, cria-se uma rede de fiscalização para impedir a cobrança de valores abusivos”, ressalta Alexandre Máximo, também desenvolvedor do aplicativo.

Usuário do MediPreço, Marco Resende adotou de vez a plataforma há alguns meses. O especialista em tecnologia da informação faz uso de um medicamento contínuo, o maleato de enalapril, que segundo ele costumava pagar cerca de R$ 32, agora tem comprado por R$ 17, R$ 16 e até por R$ 15, uma economia de mais de 50%. “Por me dar um referencial, tenho conseguido negociar na farmácia os valores e conseguido bons descontos. Gostei tanto que toda vez que compro um remédio agora, eu posto quanto paguei”, diz.

Falhou

Quando testamos, notamos que alguns remédios bem conhecidos como Busonid, Sorine e Tylenol o app até encontrava os preços justo e mínimo, mas na hora de dizer o valor em uma farmácia aqui do Ceará, mais precisamente em Fortaleza, algo acontecia e o preço dos remédios não era revelado. Isso atrapalha, pois você não consegue ir direto até o estabelecimento com o melhor preço de fato. Ao menos o sistema te dá uma média de preço para saber se a farmácia para onde ligou ou você visitou está te cobrando um preço bom ou não. Mas que poderia facilitar e já te dar o preço real, isso poderia.

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