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Tom Hanks sem retoques

Aos 61 anos, o ator norte-americano é um dos mais rentáveis do cinema e se destaca pela versatilidade

00:00 · 03.02.2018 por José Augusto Lopes - Especial para o Gente

Se fosse apenas pelos padrões convencionais de beleza física, Thomas Jeffrey Hanks, conhecido artisticamente como Tom Hanks, talvez não fosse hoje um dos astros mais famosos e rentáveis do cinema americano, responsável pelo sucesso de filmes que somaram bilhões de dólares nas bilheterias internacionais. A julgar somente pelo descontraído jeitão do seu aspecto informal, ele poderia tranquilamente passar como "o vizinho do apartamento ao lado", um tipo familiar e de aparência comum.

Foi seu talento fulgurante como ator, produtor e, eventualmente, roteirista e diretor, no cinema e na televisão, que o afirmou como um dos mais importantes nomes do cenário artístico. No momento, está nas telas ao lado da talentosa Meryl Streep, dirigido pelo amigo - e às vezes sócio de produção - Steven Spielberg, em "The Post - A Guerra Secreta", poderoso drama baseado em fatos reais e indicado ao Oscar de Melhor Filme.

Na envolvente trama atualmente em cartaz, Hanks interpreta o editor jornalístico Ben Bradlee, que lutou no The Washington Post pelo direito de defender a ética da imprensa contra interesses escusos dos poderosos, quando o presidente ds Estados Unidos, Richard Nixon, tentou impedir a divulgação de informações comprometedoras contidas nos chamados "papéis do Pentágono". Um tema bastante atual e polêmico na mídia de vários países, inclusive o Brasil.

Sempre no topo

Tom Hanks é um estadunidense com 61 anos, de origem modesta, neto de portugueses pelo lado materno. Seu sucesso teve início com a comédia "Splash - Uma Sereia em Minha Vida" (1984), ao assumir um papel recusado pelo famoso John Travolta. Embora tenha protagonizado grandes êxitos comerciais e artísticos, a exemplo de "Apollo 13" (1995), "O Resgate do Soldado Ryan" (1998), "Náufrago" (2000) e "O Código Da Vinci" (2006), as principais referências de sua carreira são "Filadélfia" (1993) e "Forrest Gump" (1994), que lhe renderam vários prêmios de interpretação, inclusive o Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Em "Filadélfia", ele enfrentou difícil desempenho, bastante ousado para um ator de fama no início da década de 1990, ao incorporar, de forma brilhante, um advogado homossexual e soropositivo, que é demitido da empresa onde atua em função de preconceitos. A produção ajudou bastante a conscientizar os espectadores sobre injustificáveis discriminações aos portadores do vírus HIV, ainda muito fortes na época.

Já em "Forrest Gump", viveu um jovem com estranho tipo de transtorno mental, que o levava a sentir-se capaz de interagir junto a personagens históricos e de influir no próprio desenvolvimento da sociedade norte-americana. Uma inteligente sátira social, até hoje bastante ligada à imagem do ator. Tom Hanks é casado pela segunda vez, pai de quatro filhos, e mantém, na vida real, a mesma postura discreta do "senhor do apartamento ao lado", a qual lhe garantiu, mesmo sem ser belo como Brad Pitt, empatia com as mais diversificadas faixas de público, nas quais costuma despertar paixões, é certo, mas em decorrência da extensa versatilidade do seu talento artístico.

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