Anitta

Sim, nós podemos

Em alta dentro e fora do Brasil, Anitta quebra paradigmas ao se provar não apenas cantora e dançarina, mas uma mulher empreendedora de sucesso

00:00 · 17.02.2018

Era 2013 quando o "Show das Poderosas" tocava repetidamente nas rádios brasileiras. Se à época o primeiro trabalho de grande repercussão da carioca Anitta dividia opiniões e parecia prevalecer a rejeição, hoje, cinco anos depois, está claro que ela deixou de ser promessa para ser realidade no cenário musical, não só como artista mas como gestora da própria carreira.

Os pontos altos nos últimos anos não se resumem apenas aos três álbuns de sucesso e aos singles emplacados nas paradas musicais. Anitta explorou territórios fora da zona de conforto, se unindo a nomes da música que vão do reggaeton ao forró, e fazendo parcerias com inúmeras marcas nacionais. Tudo condensado em uma estratégia inteligentíssima de marketing e de expansão de mercado que, inclusive, rendeu a ela um convite, na semana passada, para palestrar em uma conferência anual sobre o Brasil, na Universidade de Harvard.

Internacional

Quando participou, em 2016, de uma versão do hit "Ginza", do colombiano J Balvin, e lançou "Sim Ou Não" com o também colombiano Maluma, Anitta tentou, sutilmente, acostumar os fãs à mescla de idiomas em suas produções. Essa internacionalização foi ainda mais reforçada em 2017, com os lançamentos "Sua Cara" (parceria com a banda Major Lazer e a drag queen Pabllo Vittar), "Switch", com Iggy Azalea; e "Paradinha", seu primeiro single todo em espanhol.

Cada passo preparou o território para, literalmente, a maior jogada: o "Check Mate". O projeto, lançado em setembro do ano passado, prometeu lançar uma música com clipe por mês a partir daquela data. O primeiro dos quatro foi "Will I See You?", uma bossa-nova em inglês, diferente de tudo que Anitta já havia feito. Em seguida, "Is That For Me?", em parceria com o DJ sueco Alesso, apostou nas pistas eletrônicas. A terceira jogada foi "Downtown", um reggaeton sensual (novamente) com J Balvin.

Criticada por ter se afastado do funk, ritmo que a deu fama, Anitta respondeu da melhor maneira: passeou por ritmos e idiomas, conquistou público estrangeiro e fez o mundo voltar os olhares para o funk carioca com "Vai, Malandra", cartada final do projeto, que quebrou recorde de melhor estreia brasileira no Youtube, com mais de 15 milhões de acessos em 24 horas.

Empreendedora

Além de dar conta de shows, eventos, vida pessoal e de administrar a própria carreira, Anitta se tornou empresária de outros artistas. O acúmulo de tarefas e as conquistas em alcance e números fazem dela figura simbólica quando se trata de mulheres em cargos de poder. Quebrando preconceitos relacionados à "vulgaridade" feminina, ao funk e à favela, a carioca hoje ocupa um espaço único na música. Gostem ou não, falar de Anitta é necessário. Afinal, o momento é dela. E o mérito, também.

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