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Para sempre Julianne

Engajada em causas sociais, a atriz norte-americana Julianne Moore é sempre destaque nas produções que participa, independente do papel que interpreta nas obras

00:00 · 16.12.2017 por José Augusto Lopes - Especial para o Gente

Julianne Moore encarna aquele tipo de atriz habitualmente chamada de "ladra de cenas", por atrair para si o olhar e as atenções dos espectadores, mesmo quando contracena com outros grandes talentos. Assim aconteceu, inclusive, no premiado filme "As Horas" (2002). Nem a presença de Nicole Kidman, vencedora do Oscar pelo desempenho como a escritora Virginia Woolf, e da recordista de troféus Meryl Streep, conseguiu ofuscar o fulgor de sua extraordinária atuação, laureada com o Oscar de Atriz Coadjuvante. Na opinião dos críticos, Moore foi responsável pelo mais convincente momento dramático do longa.

Conhecida como incansável ativista em favor das minorias, assim como era Elizabeth Taylor no passado, Julianne faz questão de participar de produções em que os direitos das minorias e vítimas de preconceitos são abordados. Ela foi a grande âncora emocional do personagem de Colin Firth em "O Direito de Amar" (2009), um homem atormentado por problemas de identidade sexual. No gênero, brilhou também em "Minhas Mães e Meu Pai" (2010), fazendo a companheira homoafetiva de Annette Bening.

Indicada várias vezes ao Oscar, ganhou a cobiçada estatueta por sua esplêndida interpretação em "Para Sempre Alice" (2014), vivendo pessoa com Alzheimer. Já conquistou prêmios e indicações de Melhor Atriz nos festivais de Cannes, Berlim e Veneza, considerados os três mais importantes eventos de competição cinematográfica do mundo, fato inusitado mesmo entre conceituadas artistas internacionais.

Nobreza e ousadia

Juliane Moore nasceu na Carolina do Norte, Estados Unidos, em dezembro de 1960, filha de um juiz militar e de uma psicóloga. Também faz muito sucesso como escritora de livros para crianças e adolescentes, autora de best-sellers que têm como personagem principal uma criança surda em processo de superação.

Defensora intransigente dos direitos das crianças e adolescentes, é embaixadora na União Europeia da organização Save the Children (Salvem as Crianças), que luta pela alfabetização e educação dos nascidos em zonas rurais, além de trabalhar em movimentos de grande porte para incentivar, entre pais e filhos, o hábito da leitura.

Dotada de sensível versatilidade, convence tanto em dramas intimistas, como "Longe do Paraíso" (2002), quanto em modernas superproduções a exemplo da série "Jogos Vorazes" (2014 e 2015), tendo sido um dos pontos altos na transposição para a telona, em 2008, do célebre romance "Ensaio sobre a Cegueira", de autoria do escritor português José Saramago. Seu mais recente sucesso é o elogiado "Sem Fôlego" (2017), no qual é abordado o problema de uma criança surda.

Casada com o diretor Bart Freundlich, tem com o atual marido um casal de filhos, aos quais sempre se dedicou muito, por vezes em detrimento de sua própria carreira profissional. É adorada pela imprensa, em função de uma espontânea simpatia pessoal, sem ares sofisticados de estrela.

Numa prova incontestável da ausência de preconceitos, chegou a posar nua, aos 49 anos, para uma campanha da grife italiana Bulgari, sem que isso em nada afetasse o respeito que lhe é fielmente devotado por sua imensa legião de admiradores, que a projeta com destaque no panteão dos mais famosos ícones cinematográficos da atualidade.

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