O poder de uma heroína

No papel da Mulher Maravilha, a atriz israelense Gal Gadot descobriu sua própria força

00:00 · 10.06.2017

O nome de Gal Gadot não é inédito no cinema. Participações em filmes como os da franquia "Velozes e Furiosos" marcaram a estreia de israelense de 32 anos na telona. Foi, contudo, o papel da Mulher Maravilha, no longa lançado no último dia 1º, que voltou todos os holofotes para a atriz, levando o público a uma espécie de redescoberta de Gal - após ela, inclusive, passar por cima das muitas críticas recebidas pelo fato de ter o corpo supostamente incompatível com o de uma super heroína.

Essa redescoberta, pode-se dizer, chegou também ao nível pessoal da atriz, que revelou sentir quase que uma força sobrenatural em algumas cenas do filme, e encarar seu novo papel de inspiradora para milhares de mulheres e super heroínas anônimas ao redor do mundo. "Tive alguns momentos em que senti que era algo maior do que eu, que eu sou apenas o veículo", disse ela em coletiva realizada antes do lançamento do longa, em Los Angeles.

A cena na 'terra de ninguém', território entre as trincheiras dos ingleses e dos alemães, na Bélgica, acrescentou Gal, foi um exemplo de quando ela se sentiu tomada por essa força. "Filmamos de uma vez só e me senti muito poderosa", descreveu a atriz.

Essa força se manifestou em Gal em outras situações, talvez até sem que ela percebesse. A turnê de divulgação do filme, por exemplo, coincidiu com o período logo após o nascimento da segunda filha, Maya, o que não impediu de acompanhar as viagens; sem falar na pesada rotina de treinamentos físicos que ela encarou para fazer as cenas de ação e gravar o filme.

Trajetórias

Antes de enveredar pelo mundo cinematográfico, Gal Gadot teve várias experiências, como a de ter sido eleita Miss Israel em 2004, aos 19 anos. Depois, veio a época em que ela serviu ao exército, atividade obrigatória para todos que nascem em Israel. Durante a atividade militar, em 2007, ela chegou a participar de um ensaio fotográfico, o que chamou a atenção e gerou crítica dos superiores militares - mas não parou a jovem. Os passos seguintes foram a participação em uma série da TV israelense e o convite para estrelar a campanha de uma marca de roupas do país.

Em seguida, surgiu o convite para a audição da BondGirl, em 2008, no longa "007-- Quantum of Solace", mas a própria Gal recusou e o papel ficou com a ucraniana Olga Kurylenko. Esse mesmo teste, contudo, rendeu o convite para uma participação da jovem em "Velozes e Furiosos 4" (2009), quando ela encarnou Gisele Harabo, personagem que ganhou inserções nos dois filmes seguintes da franquia, em 2011 e 2013, com direito a par romântico para a integrante de um grupo mafioso.

Heroína

Curiosamente, foi uma segunda recusa a um papel de cinema que aproximou Gal do mundo dos super heróis da DC Comics. Em 2011, ao descobrir que estava grávida da primeira filha, ela renunciou à personagem Faora, que interpretaria em "O Homem de Aço". Mas, algum tempo após dar à luz, o próprio diretor Zack Snyder a convidou novamente para um filme, dessa vez, como Diana, a Mulher Maravilha.

Recentemente, Gal revelou que, durante os testes feitos na Warner, ainda sem saber que lhe renderiam a protagonista do longa dirigido por Patty Jenkins, a cantora Beyoncé foi a responsável por dar um estímulo especial. "Estavam avaliando seis ou sete garotas, estávamos todas em trailers separados e me disseram para ficar dentro do meu até que eles me chamassem. A espera é meu pior inimigo e eu comecei a perder a cabeça. Então, eu decidi ouvir Beyoncé, "Who run the world? Girls!". Eu apenas comecei a dançar e eu deixei minha ansiedade ir. Obrigada, Beyoncé!", agradeceu Gal, em entrevista à W Magazine.

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