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Michelle, a bela

Apesar de já ter recusado papéis importantes no cinema, a atriz Michelle Pfeiffer, que retornou às telonas, construiu uma sólida carreira a partir do inegável talento

00:00 · 21.10.2017 por José Augusto Lopes - Especial para o Gente

Uma das mais agradáveis surpresas para os fãs da bela atriz Michelle Pfeiffer, no decorrer deste ano, foi seu triunfal retorno às telas, em produções de grande impacto junto ao público, nas quais concede provas inequívocas de seu talento e de sua imperecível beleza. Pfeiffer está presente na esperada refilmagem de "Assassinato no Expresso Oriente", inspirada em famosa novela de Agatha Christie; e no polêmico "mãe!", de Darren Aronofsky, num elogiado desempenho que já fez a crítica internacional apontá-la como forte concorrente ao próximo Oscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

Michelle Marie Pfeiffer, atriz e cantora de ascendência germânica e sueca, nasceu na Califórnia, no dia 29 de abril de 1958. Não foi feliz em sua primeira aparição no cinema, uma continuação do clássico musical "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" ("Grease II", em 1978), friamente recebido pelos espectadores e a crítica. Apenas sua extraordinária beleza física, já notada no concurso para escolha de Miss Califórnia, conseguiu ser registrada como ponto relevante na produção.

Trilha da fama

Foram necessários mais dez anos para que Michelle impusesse seu inegável talento artístico em "Ligações Perigosas", quando foi indicada ao Oscar e conquistou o Bafta inglês de Melhor Atriz, vivendo uma jovem vítima de diabólicas tramas de sedução. Mas existem filmes que consolidam, em definitivo, a imagem e a personalidade de uma estrela no imaginário dos fãs.

Para Pfeiffer, isso aconteceu em "Susie e os Baker Boys", que lhe atribuiu um Globo de Ouro e a consagração total no universo da Sétima Arte. A cena em que canta "Whoopee", fazendo sensuais poses sobre um piano, é considerada um dos momentos antológicos do cinema. Ela chegou a ser comparada a Rita Hayworth em "Gilda" e a Marilyn Monroe em "Quanto Mais Quente Melhor", nas insuspeitas palavras do icônico crítico Roger Ebert, famoso por suas citações de caráter bastante pessoal sobre filmes, astros e estrelas.

Direito à recusa

Como nem tudo é perfeito, analistas da carreira de Michelle Pfeiffer apontam como um deslize supostamente imperdoável de sua personalidade uma quase incrível obsessão em recusar importantes papéis, que posteriormente celebrizariam outras atrizes. Ela recusou interpretar "Uma Linda Mulher", produção vital para o sucesso de Julia Roberts; não quis fazer a memorável Clarice Starling, que propiciou um Oscar a Jodie Foster; entregou de mão beijada o papel de "Evita" à cantora Madonna; desconheceu a importância que proporcionaria à sua imagem um dos principais papéis femininos do clássico "Thelma e Louise".

Enfim, foi por alegadas questões morais que disse um sonoro "não" à personagem de Sharon Stone no recordista de bilheteria "Instinto Selvagem". Não se pode dizer, categoricamente, se tais recusas contribuíram para abalar o mito da atriz, que provavelmente não considerou os citados personagens verdadeiramente adequados à sua índole interpretativa.

Recato natural

Ao contrário de como geralmente aparece em cena, Michelle está em seu segundo casamento e sempre foi bastante tímida e recatada quanto à vida particular. Nas entrevistas que concede à imprensa, mede muito as palavras antes de fazer qualquer tipo de declaração, sobretudo em relação a intimidades.

Considerada, com muito merecimento, uma das mais belas atrizes cinematográficas de todos os tempos, Michelle Pfeiffer já teve até a perfeição de seu rosto atribuída "à simetria impressionante da estrutura óssea, ao azul-marinho intenso dos olhos e à carnação natural de seus lábios incomparáveis".

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