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Consagrado por trabalhos como "Antes do Anoitecer" e "Onde Os Fracos Não Têm Vez", Javier Bardem é o escolhido da vez para interpretar o narcotraficante Pablo Escobar no filme "Escobar: A Traição", que está em cartaz nos cinemas

00:00 · 01.09.2018

Filho de uma atriz, neto de um casal de atores e sobrinho de um roteirista e diretor, Javier Bardem é uma daquelas celebridades que tem a arte correndo nas veias, desde o berço. O espanhol, que teve como um dos trabalhos mais recentes o polêmico filme "Mãe!", de Darren Aronofsky, agora se aventura na persona de Pablo Escobar.

Javier é o mais novo a atuar como o narcotraficante colombiano, já interpretado por nomes como Benicio Del Toro (em "Escobar: Paraíso Perdido", de 2014) e Wagner Moura (na série "Narcos", da Netflix, de 2015). Em "Escobar: A Traição", Bardem divide a cena com a atriz Penélope Cruz, sua esposa na vida real, que faz o papel da amante do protagonista no longa, atualmente em cartaz nos cinemas.

Carreira

Javier Bardem teve na pintura sua primeira grande paixão e chegou, também, a ser jogador de rugby pela seleção espanhola. Apesar das diferentes ocupações, foi na atuação que se encontrou. Em 1990, teve seu primeiro considerável papel em "As Idades de Lulu", dirigido por Bigas Luna, no qual também atuou a sua mãe, Pilar Bardem. Dois anos depois, o mesmo diretor o convidou a participar de "Jamón, Jamón". Durante as filmagens, conheceu Penélope Cruz, com quem compartilhou muitos outros trabalhos e, mais posteriormente, a rotina de casados.

Em 1994, atuou em "Días Contados", seguido por "El Detective y La Muerte", no mesmo ano, "Éxtasis", em 1996, e "Carne Trêmula", do famoso diretor Pedro Almodóvar, em 1997. Pouco depois, papéis maiores alavancaram a sua carreira, tornando Bardem um nome definitivo no cinema mundial. Um deles, em "Antes do Anoitecer" (2000), rendeu a ele maior projeção internacional e inúmeras indicações a premiações, incluindo a categoria de melhor ator do Oscar, se tornando o primeiro espanhol a conseguir tal feito.

A versatilidade de Javier, que pode ser conferida de dramas como "Ovos de Ouro" (1993) a comédias como "El Amor Perjudica Seriamente la Salud" (1997), fica ainda mais clara na adaptação cinematográfica, lançada em 2007, da grande obra "O Amor nos Tempos do Cólera", de Gabriel García Márquez, na qual ele é um dos protagonistas.

Ainda em 2007, pela incrível atuação como o assombroso vilão Anton Chigurh, em "Onde os Fracos Não Têm Vez", ele conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e venceu as mesmas categorias dos também grandiosos BAFTA Award (British Academy Film Award) e Globo de Ouro, demarcando um dos pontos mais altos da carreira.

Dentre os numerosos papéis nos anos 2000, é impossível não mencionar sua colaboração em "Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar" e, especialmente, o recente "Mãe", no qual encarnou ninguém menos que o próprio Deus. O filme agradou a crítica especializada, mas dividiu opiniões do público, que questionou o seu teor violento e as alegorias bíblicas presentes nele.

Falar de Javier Bardem é necessariamente listar trabalhos e números de uma carreira indiscutivelmente grandiosa. É reconhecer todos os tipos de prêmio que enriquecem o seu currículo, do Goya (maior premiação cinematográfica anual da Espanha) ao Festival de Cannes e o adorado Oscar. E é, principalmente, evidenciar que ele se consagrou como um dos maiores estrangeiros a conquistar as terras hollywoodianas.

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