Maternidade

Força matriz

Uma das mais famosas mães de Hollywood, Angelina Jolie representa bem a figura materna atual, imersa na diversidade e buscando estar livre dos padrões

00:00 · 13.05.2017

Ícone de talento, beleza e elegância, Angelina Jolie possui outras facetas que vão muito além do status de superstar. A americana de 41 anos simboliza bem a imagem da nova geração de mães, que administra vida profissional, pessoal e a rotina da maternidade, mesmo após o divórcio de Brad Pitt, há oito meses.

Os seis filhos da atriz, Maddox, Zahara, Shiloh, Pax, Knox e Vivienne, são o reflexo da preocupação de Angelina em criar pessoas para o mundo. "Eu tento ensiná-los a ter respeito por todos os povos, a fazer amigos pelo mundo todo, ver o planeta como uma casa", confessou ela, em entrevista a site norte americano.

Essa visão ampliada sobre a criação dos filhos e a responsabilidade por outra vida, contudo, nem sempre foram tão evidentes na personalidade da atriz, que diz ter sido escolhida para a maternidade em uma viagen humanitária ao Camboja. "É estranho, porque nunca me vi como mãe. Foi de repente, enquanto eu brincava com algumas crianças em uma escola cambojana, que senti que meu filho estava naquele país, em algum lugar", confessou a programa norte-americano.

Inspirações

A diva hollywoodiana não influencia os filhos a seguirem a sua profissão, mas os incentiva a desenvolver os próprios interesses, como a fluência em outros idiomas, por exemplo. Cada um deles está estudando uma língua diferente e, segundo ela, nenhum deles quer ser ator.

Em entrevista recente ao programa 60 Minutes, emocionada, Angelina contou que a dedicação aos filhos é um ensinamento da mãe, Marcheline Bertrand, falecida em 2006. "Vou tentar dar o meu melhor, mas acho que nunca conseguirei ser tão boa mãe. Ela era a mulher mais generosa e amorosa. Era melhor que eu", revelou, com um amor que parece ter atravessado gerações.

Carreira

Consagrada no cinema pela atuação em filmes como "Lara Croft: Tomb Raider" (2001) e "Sr. & Sra. Smith" (2005), a carreira de Jolie transcende os passos de estrela de cinema. Além de ser uma das mulheres mais poderosas da indústria do entretenimento, ela é reconhecida por suas atividades humanitárias em prol de causas como os direitos das mulheres e proteção dos refugiados.

Recentemente, a paixão de Angelina pela filantropia uniu-se ao talento artístico em "Primeiro, Eles Mataram Meu Pai", produção em parceria com a Netlix que deve estrear em setembro deste ano. Dirigido por Jolie, o filme aborda o regime Khmer Vermelho, responsável pela morte de cerca de 2 milhões de cambojanos, nos anos 1970. Angelina tem uma relação especial com o Camboja, país onde adotou Maddox.

O começo

Hoje com a carreira consolidada, Jolie debutou no cinema aos cinco anos de idade, no longa "Aventuras em Las Vegas" (1982). Sua carreira profissional, contudo, iniciou-se apenas em 1993, em "Cyborgue 2". Foi somente o papel em "Garota, Interrompida", em 1999, que marcou a real entrada de Angelina Jolie no mundo hollywoodiano. De lá pra cá, a atriz participou de filmes como "Gia: Fama e Destruição" (1998), "Salt" (2010), e "Malévola" (2014) - neste último, ela contracenou com a filha Vivienne Jolie-Pitt, que tinha apenas 5 anos na época, e representou a princesa Aurora do filme, uma versão do clássico A Bela Adormecida.

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