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Deusa do pop

Nome mais sólido e longevo do pop atualmente, Cher fará parte do elenco da continuação do clássico "Mamma Mia!", atuando ao lado de Meryl Streep

00:00 · 28.10.2017

Se há um nome lendário vivo no mundo do show business, este é o de Cher, que foi e continua sendo, aos 71 anos, uma das maiores referências para os artistas pop de todas as gerações. A voz grave, o visual chamativo pelas cores e formas, e o papel na luta pela autonomia feminina - em épocas ainda mais repressivas - fazem de Cher uma figura marcante não apenas pelo sucesso e consistência da carreira, mas, também, pela constante reinvenção de sua música e imagem.

Dona dos clássicos "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", "If I Could Turn Back Time", "You Haven't Seen The Best Of Me" e "Believe", as contribuições de Cher para o entretenimento vão além da música e se desdobram no cinema e na televisão.

Há alguns anos sem papéis de destaque nas telas, a cantora está de retorno marcado para o ano que vem. Cher foi escalada para dividir a cena com Meryl Streep na continuação do musical "Mamma Mia!", sucesso de bilheteria em 2008.

Contemporânea

A confirmação da participação no filme veio através do próprio Twitter de Cher, sem muitos detalhes, em resposta a um seguidor. Ela, inclusive, é bastante ativa na rede social, interagindo frequentemente com fãs, discutindo assuntos polêmicos como o presidente americano Donald Trump e usando a plataforma para manifestar apoio a causas como o grupo LGBTQ.

Além do papel em "Mamma Mia 2", Cher ganhará um musical na Broadway que conta a história e homenageia os mais de 50 anos de carreira da americana. O espetáculo "The Cher Show" também está previsto para estrear em 2018, sob produção de Flody Suarez e Jeffrey Seller e direção de Jason Moore.

Icônica

Aos 16 anos, Cher se mudou para Los Angeles com uma amiga, e lá deu os primeiros passos rumo à fama. Dentre os vários empregos que teve no período, o de dançarina em pequenos clubes de Hollywood foi o que a rendeu os primeiros contatos com empresários e agentes.

Em 1962, conheceu Sonny Bono, de quem se tornou grande amiga, esposa e parceira de trabalho na dupla "Sonny e Cher". A parceria rendeu considerável sucesso, apesar de não ter as mesmas proporções do que Cher alcançaria posteriormente, em carreira solo.

Em 1975, já divorciada, ela ganhou um programa próprio na TV, onde recebia artistas como David Bowie, Ray Charles e Tina Turner. Se a década de 1970 marcou a era de Cher na televisão, os anos 1980 foram do cinema. Em 1983, o papel em "Silkwood", ao lado de Meryl Streep, lhe rendeu uma indicação ao Oscar e um Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante. Já em 1985, pelo filme "Mask", Cher ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

Junto ao indiscutível sucesso na música, ela soube, com maestria, tornar seu visual tão memorável quantos sua sonoridade. A cantora é lembrada por popularizar a calça boca de sino, os cabelos longos e lisos, e é reconhecida como a primeira mulher a mostrar o umbigo na televisão, algo de extrema ousadia na época.

Relevância

Vinte e seis álbuns, quase 60 anos de carreira, 13 vezes capa da revista People, cinco vezes capa da Vogue entre 1972 e 1975, considerada uma das mais belas mulheres do mundo pelo museu Madame Tussauds, fonte de inspiração de grifes como Dolce & Gabbana, premiada na música, no cinema e na televisão. Em suma, mesmo com altos e baixos, a metamórfica, versátil e eternamente jovem Cher já deixou mais do que provado: não precisa provar nada a ninguém.

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