Coluna

Viver melhor: Maria, nossa mãe

00:00 · 13.05.2017

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: "Mulher, eis aí teu filho". Depois disse ao discípulo: "Eis aí tua mãe". E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu como sua (Jo 19, 25-27).

Será que Jesus escolheria em toda a humanidade somente João para ter Maria como mãe? Será que o pedido de Jesus para recebê-la foi somente a ele? Se aqueles que seguem a palavra de Deus creem que todas as mensagens de Jesus aos seus discípulos e apóstolos não se referem somente ao povo da época, mas a todo aquele que crê, por que acreditar que esse pedido de Jesus seria somente a João? É a todos nós que Jesus entrega sua mãe, e somos nós que Ele entrega a Maria como filhos. A partir daquele dia, João a recebeu como sua. E nós? Qual será o dia que enfim receberemos Maria?

Aos 12 anos, Jesus foi a Jerusalém com Maria e José para celebrar a Páscoa. No caminho de volta, ficou três dias perdido dos seus pais. Quando Maria o encontrou, disse-lhe: "Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura cheios de aflição". Jesus respondeu: "Por que me procuráveis? Não sabeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?". Eles não compreenderam o que Ele lhes dissera. Sua mãe guardava todas essas coisas no coração" (Lucas 2, 41-51).

Maria teve que aprender a ser mãe de um filho que um dia não seria mais seu. Ela teve que compreender aos poucos que sua missão era preparar seu filho para cumprir a dele. Ela o formou para servir, para se entregar e para partir em missão. Com Maria aprendi que meu papel de mãe também é, sobretudo, preparar meus filhos para um dia não serem mais meus. Educá-los para servir, para se doarem e para partirem na missão que Deus confiar a cada um deles. Duro aprendizado, mas necessário para que se cumpra plenamente a missão de mãe.

Maria possivelmente nunca havia imaginado que seria mãe de um filho tão ocupado da sua missão e com pouco tempo para dar-lhe atenção. Nossos filhos talvez também não conseguirão dar o tempo e atenção a nós como gostaríamos. Eles também tem ou terão suas missões e nós, mães, precisaremos compreender e aceitar as renúncias e sacrifícios que naturalmente os afastarão mais de nós. Maria estava sempre por perto mas não a ponto de atrapalhar a missão do filho. Olho para Maria e vejo a sua sabedoria de proteger o filho sem o invadir e de amá-lo sem impedi-lo de partir.

Maria teve que aprender a se desapegar do seu filho a ponto de colocar-se de pé aos pés da cruz. Postura que na Bíblia significa em estado de prontidão e oferta. Ela estava pronta para que a vontade de Deus se cumprisse e para ofertar seu filho ao Pai. Nós também devemos compreender que nossos filhos, antes de serem nossos, são de Deus, e que na vida deles Sua vontade deve acontecer.

Maria, mãe que cuidou, protegeu e formou Jesus, é a mãe que Ele nos ofereceu minutos antes de partir. A mãe de Deus é a mãe que deseja ser sua. Que a partir desse dia, possamos, como João, recebê-la como nossa mãe. Que Maria entre em nossos lares e abençoe todas aquelas que têm essa nobre missão na vida que é ser mãe. Feliz Dia das Mães!

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