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Viver Melhor: engajamento

00:00 · 25.08.2018

Olhando para seu local de trabalho, qual seria seu palpite para o percentual de pessoas inteiramente engajadas? E olhando para si mesmo, qual nota você daria para o seu próprio nível de engajamento? Antes de continuar a ler o artigo, imagine sua resposta e escreva esses números em um papel. Agora, vamos considerar alguns pontos de reflexão, a começar pela definição.

Entendo engajamento como o ato de participar por inteiro, e de modo voluntário, em algum trabalho, projeto, causa ou atividade. A primeira expressão que me chama atenção nessa definição é "por inteiro". Engajar-se não é fazer mais ou menos alguma coisa ou de qualquer jeito, é fazer bem feito, com todos os recursos que tem para entregar o melhor de si. A outra expressão que me salta aos olhos é "de modo voluntário". Uma pessoa engajada é aquela que decidiu participar e contribuir de forma livre e espontânea. Nos ambientes de trabalho, vejo muitas pessoas comprometidas com suas atividades, mas não necessariamente engajadas.

Pesquisa realizada pelo Instituto Gallup afirma que somente 15% dos profissionais são inteiramente engajados com o rabalho. Dos 85% restantes, 67% são passivamente não engajados e 18% são ativamente não engajados. O grupo dos 15% representa os profissionais que não se conformam em simplesmente atender o que lhe pedem, mas buscam surpreender. Assumem uma postura proativa diante dos desafios, pensam na totalidade em vez de focar unicamente em seus interesses próprios e são mais inclinados a colaborar com todo o time.

O grupo dos 67% refere-se aos que entregam na medida esperada, chegam até a se confundir com os engajados porque podem demonstrar compromisso com as atividades, mas não tomam iniciativa voluntária para ir além do solicitado. Os 18% restantes representam os profissionais tóxicos, aqueles que além de não serem engajados ainda contaminam os demais com críticas e ideias negativas sobre a empresa ou grupo que dizem fazer parte. Considerando que o maior grupo é o dos "passivamente não engajados" (67%), podemos concluir que existe uma grande oportunidade de crescimento nas empresas caso seja liberado o potencial retido dessas pessoas.

Proponho uma metáfora: imaginemos uma árvore. O que influencia na qualidade, tamanho e aparência dessa árvore? Clima, solo, temperatura, luminosidade... Mas a qualidade da semente também tem sua forte contribuição. Fazendo um paralelo, a qualidade do engajamento também depende das condições do meio, como visão clara das organizações, coerência estratégica, oportunidade de crescimento, comunicação clara dos líderes e clima organizacional saudável. Entretanto, o que mais interfere no nível de engajamento é a falta de atitude pessoal. Essa atitude pessoal refere-se à qualidade da semente, ou seja, todo esse acervo de recursos internos e gratuitos que cada pessoa possui.

Gostaria de compartilhar três deles. O primeiro é a consciência, a capacidade de olharmos para nós mesmos e identificarmos nossas forças e oportunidades de melhoria. Aqueles que tomam essa iniciativa não esperam o mundo fazer alguma coisa por eles para que, enfim, possam se engajar. O segundo recurso é a conectividade, que refere-se à capacidade de trabalhar conectado em uma rede multinível de relacionamentos, envolvendo equipe, líderes, pares, clientes, parceiros, mercado e todas as interfaces que impactam no seu trabalho. Conectividade exige, sobretudo, um olhar atento aos outros e às suas necessidades não atendidas. E, por fim, o mais forte dos recursos: a capacidade de contribuir. Essa necessidade humana de contribuição, quando atendida, traz o sentimento de engajamento pleno. Só nos sentimos 100% engajados quando participamos ativamente e interferimos positivamente no entorno.

Considerando esses pontos de reflexão, volto a lhe perguntar: qual seria seu palpite para o percentual de pessoas inteiramente engajadas no seu ambiente de trabalho? E olhando para si mesmo, qual nota você daria para o seu próprio nível de engajamento? Você tem usado seus recursos próprios na potencialidade máxima? Será que você identifica alguma oportunidade de crescimento?

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