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Viver Melhor: críticas ao coaching

00:00 · 08.09.2018

Você tem incômodos em relação ao coaching? Quais são? Fiz uma pesquisa através das minhas redes sociais e gostaria de compartilhar algumas das minhas percepções em relação aos incômodos apresentados.

1) "Não entendo para que serve coaching" - Serve para você se conhecer, para interferir no seu modo de pensar e consequentemente no modo de agir. Por essa ótica, o processo de coaching jamais deve lhe conduzir para a construção de um plano de ação individualista, imediatista e desconectado das pessoas que fazem parte da sua vida. Pelo contrário, deve fundamentalmente provocar reflexões sobre a sustentabilidade e impacto das suas ações em todo o seu entorno e em todas as suas relações.

2) "Coaching é só mais um termo da moda" - Ouvi falar em coaching pela primeira vez em 2006 e decidi fazer a formação no ano seguinte para entender o que seria essa coisa de coaching que "estava na moda". Portanto, sinto-me privilegiada por trabalhar com algo que está na moda no Brasil há no mínimo 12 anos e, nos Estados Unidos, há uns 40.

3) "Coaching é só autoajuda" - Supondo que o coaching é bobagem de autoajuda e papo motivacional de gente despreparada, imagino que a Harvard Medical School não teria um Instituto de Coaching com finalidade de estudar exclusivamente os impactos do coaching na liderança e na Medicina. Acre-dito também a Standford University, a Columbia University, a University of Sidney e várias outras universidades de altíssima credibilidade mundial não teriam seus programas de graduação ou pós-graduação em coaching.

4) "Agora todo mundo é coach" - Entendo perfeitamente as críticas existentes ao coaching. Embora já existam os cursos acadêmicos, não há um órgão regulamentador e, por questões comerciais, os cursos de formação estão cada vez mais curtos. Embora não haja órgão regulamentador, podemos lembrar que consultores também não possuem e não é por esse fato que a profissão de consultoria deixa de ser reconhecida. Na minha opinião, não é a falta de regulamentação que vulgariza a profissão, mas o poder que os próprios coaches dão aos títulos comercialmente criados: life coach, executive coach, positive coach, wellness coach, master coach e assim por diante. Fiz os meus primeiros cursos no Brasil e os tenho como um marco na minha carreira, mas ainda assim não considero que são esses títulos que garantem o que de fato o coach entrega.

O que faz um coach de credibilidade é seu aprofundamento e fidelidade aos fundamentos que sustentam o processo, sua experiência de vida, acervo de recursos complementares fora do mundo do coaching e muitas horas de prática. As titulações para um profissional se constroem pelo resultado sustentável que ele gera na vida das pessoas e das empresas, não pelos títulos que alguma empresa os dá. Tive que aprender e desaprender muita coisa para ter o entendimento que hoje tenho de coaching, mas de uma coisa sou certa: a profissão de coach não é para todo mundo, como ser médico, arquiteto, artista ou advogado, também não é.

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