Coluna

Márcia Travessoni: See and buy

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 18.03.2017

Seguindo a tendência que vem sendo adotada pelas grifes nas semanas de moda internacionais, o formato "see now buy now" chegou de vez ao São Paulo Fashion Week, pondo fim à espera para que as peças apresentadas na passarela cheguem às lojas e revolucionando o consumo e a moda. Um das marcas que aderiu a esse modelo, em que os convidados podem comprar as peças da coleção desfilada logo após a apresentação, foi a Animale, em seu desfile da coleção Inverno, realizado na flagship da Oscar Freire. A grife, aliás, apresentou uma belíssima coleção, inspirada na Itália. O comando criativo é do estilista baiano Vitorino Campos, que retratou o cinema, a arquitetura e a gastronomia italianas.

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Fábia Carneiro, Laura Jucá, Claudiana Loureiro, Bianca e Ângela Bonorandi e Luiza Miranda

Registros

Em temporada de estudos, Fátima Goulart e Jeovah Lucena chegam de Portugal no próximo dia 6 para celebrar a Páscoa em Fortaleza. /// Hermione Goes embarcou para Miami, onde será hóspede de Rena Castro.

Priscila Ribeiro e Rafael Santos escolheram o Buffet Athénée para a festa de seu casamento, dia 18. Cerimonial será de Mafrense e a decoração, da equipe do Lulla's Buffet.

São aniversariantes do fim de semana Maria Célia Ferreira Gomes, Aldonso Palácio Jr. ,Cláudio Cabral, Georgia Philomeno e Ângela Figueiredo.

A Orquestra de Câmara Heitor Villa-Lobos se apresenta neste domingo, às 17h, no foyer do Theatro José de Alencar, e promete emocionar o público com os inesquecíveis clássicos da música nordestina. Sob a regência do maestro Leonardo Sidney, serão interpretadas as composições dos três mais importantes mestres sanfoneiros da música nordestina: Luiz Gonzaga, Sivuca e Dominguinhos.

Registros

A dupla comemoração pelos aniversários de Laura Jucá e Bianca Bonorandi - no clique acima com as amigas -reuniu convidados VIPs como Niedja Bezerra, uma das mulheres fotografadas para a exposição "Mulheres Admiráveis", da Tallis Joias. Quem também celebrou junto das aniversariantes foi Maria Izabel, que comemora o sucesso e a expansão de sua marca de roupas infantis. Isabela e Fábio Albuquerque, Marcela e Rodrigo Carvalho, Raquel e Flávio Quinderé levaram charme extra à festa, realizada na casa de Bianca e Marcelo Franco.

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Prisco e Niedja Bezerra

Isabela e Fábio Albuquerque, Marcela e Rodrigo Carvalho

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Raquel e Flávio Quinderé

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Maria Izabel

Olhares

O fotógrafo Gentil Barreira é um autodidata que passou pelas primeiras experiências relacionadas à fotografia quando contava apenas 11 anos, ao montar um laboratório para revelar seus filmes. Chegou a cursar Arquitetura e Urbanismo em São Paulo, mas voltou à Fortaleza antes de concluir, onde permanece até hoje. Também foi aluno por dois anos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC), quando então profissionalizou-se como fotógrafo. Os dois cursos lhe renderam influências e conceitos essenciais em sua forma de fotografar e desenvolver pesquisas na área. Gentil fotografa especialmente para segmentos da publicidade, moda, retratos, indústria, alimentos e arquitetura, além de possuir um estúdio. Já realizou diversas exposições individuais e participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior. Muitas de suas obras já foram premiadas e estão presentes em acervos de instituições culturais, livros, catálogos, revistas e sites. Também tem trabalhos expostos no recém-inaugurado Museu da Fotografia de Fortaleza, ao lado de grandes ícones da fotografia mundial.

De que forma começou sua relação com a fotografia?

A fotografia era uma constante em nossa casa, na infância. Meu pai fotografava bem e copiava em grande quantidade essas imagens. Aos 11 anos eu já fotografava, revelava filmes e fazia cópias.

Até assumir o ofício da fotografia como profissão, você passou pelas área de Arquitetura e Comunicação. De que forma essa experiências interferiram no seu olhar como fotógrafo?

Com os conhecimentos adquiridos, iniciei o trabalho como fotógrafo de arquitetura. Esses cursos ampliaram minha forma de enxergar a arquitetura e o mundo de uma maneira mais abrangente.

Tem algum cenário ou tema sempre presente em seus registros?

O ser humano, sua obra e a natureza. Sempre tentando imprimir meu modo de ver e sentir.

Você foi um dos responsáveis pela introdução da fotografia digital no mercado cearense. De que forma isso mudou a maneira como os fotógrafos se relacionam com a imagem?

A resposta quase que imediata do LCD (tela de cristal líquido, na sigla em inglês) na câmera permite um aprimoramento da técnica e do olhar, levando a patamares elevados de qualidade. Isso possibilita também o compartilhamento e a democratização do fazer fotográfico.

Quem são seus inspiradores, vida e no trabalho?

O José Albano (fotógrafo cearense) muito me inspirou como fotógrafo e ser humano. Patrícia Veloso, como editora e curadora do meu trabalho e companheira. E a natureza, em sua diversidade.

Qual trabalho que mais lhe marcou?

Continuo a trabalhar diariamente. Tive o privilégio de desenvolver um trabalho que estava impresso no meu DNA, Sertão Coração (exposição e livro lançados em 2015 sobre as viagens dele pelo sertão cearense ao longo de três anos). Estou desenvolvendo atualmente um trabalho autoral onde ressignifico objetos recolhidos no sertão, em minhas expedições. Tenho obtido resultados que estão a animar-me. Penso que alguns trabalhos que imaginei ainda poderão ser realizados.

Uma viagem.

Jaipur, na Índia.

Um livro.

A guerra do fim do mundo, de Mario Vargas Llosa.

 

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