Coluna

Márcia Travessoni: Regulamentação

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 03.06.2017

Demanda há muito exigida por ambientalistas - e todos que se preocupam com o meio ambiente-, a regulamentação do Parque do Cocó será oficializada neste domingo, pelo governador Camilo Santana. Com o documento, o parque terá 1.571 hectares de área, consolidando-se como o maior parque urbano do Norte e Nordeste e o quarto maior da América Latina. A regulamentação permite, por exemplo, que a fiscalização contra ocupações irregulares e desmatamento seja mais rigorosa.

No mesmo dia, será lançado, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), um concurso nacional de ideias para equipar, de áreas de convivência e equipamentos esportivos, as ramificações do Cocó nos bairros.

Image-0-Artigo-2248727-1

Aniversariante deste sábado, o governador Camilo Santana amanhece o dia cercado do carinho da família e ganha café da manhã surpresa, na residência oficial, organizado pela primeira-dama, Onélia Leite. Felicidades ao gestor do Estado! Foto: Carlos Gibaja

Em festa

Neste sábado, os gêmeos Adauto e Humberto Bezerra comemoram seus 91 anos com festa no Salão Mar do La Maison. São também aniversariantes do fim de semana o governador Camilo Santana, Waleska Quezado, Néllie Lafuente, César Oliveira, Miriam Carlos, Maria Helena Filgueiras Lima, Patrícia Macedo, Binho e Luciana Bezerra, Herbert Aragão, Nádya Cabral, Severino Ramalho, Randal Pompeu, Thaís Ary e Nathália Magalhães.

Madeleine Sales de Alencar e Rodrigo de Sá Pimentel casam-se na Igreja de São Vicente e comemoram com recepção no Salão Prattes do Teka's, com décor de Karla e Kátia Maggy.

Gabriel Diniz estará na edição especial do "Pôr do Samba" no Colosso Lake Lounge, neste sábado, como parte da programação para o esquenta do Fortal 2017.

Graduation

Acompanhar as conquistas dos nossos filhos são momentos de uma alegria quase que indescritível. Foi essa a emoção que a minha família e a de Adriano e Ana Luiza Picanço vivenciamos no fim de maio, quando nossos caçulas, Fernando Travessoni e Victor Picanço, concluíram o high school na New Hampton School, em New Hampshire, nos Estados Unidos. Foram dois dias de solenidades cheias de emoção, evidenciando os valores que cada estudante absorveu ao longo de dois anos de vivências na escola. Mazé Jereissati e Bonfim Carneiro compartilharam da mesma alegria durante a graduação do filho Pedro, mas no Canadá, onde ele morou por um ano.

Fernando, Fernando e Márcia Travessoni

Image-1-Artigo-2249429-1

Adriano, Victor e Ana Luiza Picanço

Mazé Jereissati, Pedro e Bonfim Carneiro

Image-2-Artigo-2249429-1

Convidada do casamento de Isabelle Borges e Luís Cláudio Morais, Alessandra Arraes esbanjou elegância no Gran Marquise

Image-0-Artigo-2249429-1

Destaque

O livro de Manoela Queiroz sobre o patrimônio histórico e afetivo de Fortaleza continua repercutindo: na Unifor, ela palestrou para os integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais, a convite do professor Humberto Cunha Filho

Galerista

Nome por trás de renomadas exposições e coleções raras do País, o curador e diretor das galerias Multiarte e Pinakotheke, Max Perlingeiro, vem acompanhando de perto a consolidação dos artistas nacionais como referências na arte. 

Como identificou que sua vocação para o mundo das artes se traduziria por meio de curadoria e críticas às expressões artísticas?

Eu comecei a trabalhar com arte em 1966, numa galeria de arte, fui adquirindo conhecimento. Foi um trabalho esporádico que eu estava fazendo antes de entrar para a faculdade de Engenharia, e na época era em uma das galerias mais importantes do Rio de Janeiro, a Petite Galerie, de arte moderna e contemporânea. Em 1979, abri minha primeira galeria e na mesma época montei a editora Pinakotheke Edições. Em 1986, abrimos a galeria de Fortaleza (Multiarte), e em 2002 montamos a Pinakotheke de São Paulo. 

Quando começou seu trabalho junto a galerias, o mercado de arte era muito resistente, no Brasil?

<MC1>Em 1966 não existia mercado. Eram poucos colecionadores e muitos artistas de qualidade. Conheci um sem número de artistas, como Volpi, Di Cavalcanti, Antonio Dias, Tarsila do Amaral, Wesley Duke Lee, Vergara, e de todos eu fiz exposição. O mercado tomou uma musculatura muito grande nos últimos 20 anos, nesse meio tempo, começaram a surgir feiras internacionais, o mundo se globalizou, assim como a arte. E hoje o Brasil tem um seleto grupo de artistas que gozam de prestígio internacional. Você pode imaginar Lygia Clarck, Hélio Oiticica, Sérgio Camargo, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Ernesto Neto, Antonio Bandeira, Cícero Dias, Vicente do Rêgo Monteiro e um grupo de artistas muito potentes que são estudados e exibidos no mundo inteiro. 

Fortaleza tem recebido cada vez mais exposições e revelado colecionadores de arte. Qual a posição da capital cearense, em relação ao resto do País, quanto à valorização da arte?

Fortaleza praticamente está começando. Quando vim para cá, há 30 anos, só tinham dois colecionadores. Hoje tem um número muito maior e espaços de ressonância nacional, como o Espaço Cultural Unifor, o Museu de Arte da UFC, o do Dragão do Mar, do Banco do Nordeste, e agora o Museu da Fotografia, espaços públicos que colocaram Fortaleza dentro de uma área de interesse muito grande. 

O que significou, para você, integrar a curadoria da exposição Coleção Airton Queiroz?

É uma coleção que eu acompanho quase desde o nascimento dela, há 30 anos. Para mim foi um grande privilégio quando fomos convidados para fazer o livro da coleção, e o livro se desdobrou numa exposição que já estava pronta, e que deu no que deu, está em cartaz há quase um ano, com visitação recorde de mais de 100 mil pessoas, e penso que deveria ficar em cartaz para sempre.

Quais projetos você está desenvolvendo nas três galerias que administra?

Nós temos planejado, há um certo tempo, grandes exposições, sempre inovando. Uma delas é a do escultor espanhol Jorge Oteiza. Outra para os próximos cinco anos é a de Egon Schiele, um dos grandes nomes do expressionismo alemão. Este ano, (teremos) Brecheret e Oscar Niemeyer no Rio, Franz Weissmann em São Paulo, e a de Oscar Niemeyer também virá para Fortaleza. Para 2018, planejamos uma ação pública na cidade, além de uma exposição com os irmãos Campana. 

Quem são seus inspiradores, na vida e no trabalho?

Todas as pessoas com quem eu convivo me inspiram, a vida é feita de trocas. Além dos meus filhos, que me ensinam todos os dias. 

Últimos Artigos

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.