coluna

Márcia Travessoni: Queridas

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 20.01.2018

Não poderia deixar de registrar a presença das queridas Liliana Linhares, Liliana Rôla e Ana Carolina Fontenele no jantar surpresa, ainda de aniversário, que ganhei na última semana. Sempre ao meu lado nos melhores momentos, elas me encheram de carinho neste dia mais que especial.

Roteiros

Depois de temporada em Lisboa, Fani e Ednilo Soárez retornam a Fortaleza no fim deste mês para rever família e amigos. Depois, o casal parte para a Austrália, Nova Zelândia e Bali.

Na curtição do mais novo netinho Luís Vitor, Fátima German se prepara para temporada de cursos sobre Personal Stylist e Personal Shopping em Milão, Florença e Lisboa.

Em festa

Em Flecheiras para o casamento de Carla Lima e João Cabral Filho, Bel e Osler Machado hospedam Rose e Eliseu Batista, Celma e Antônio José Bitar. Já Clícia e Germano Rocha recebem Silvia e Armando Campos, Karísia e Luiz Pontes.

Gabriela de Castro, Margarida Borges, Dulce Freitas, Socorro Moreira, Bebel Gentil, Sônia Montenegro, Lúcia Bruno, Marília Banhos, Edith Bringel, Zeneida Rangel, Solange Neves, Marilze Studart, Idelária Linhares, Dirce Albuquerque, Maria Wanda e Regina Koblitz no grupo de amigas que marcou presença na comemoração surpresa do aniversário de Irene Mota.

Ruy do Ceará Filho, Manoel Cardoso Linhares, Marisa Benevides, Rena Castro e Silva e Romina Frota são os aniversariantes do fim de semana.

Agenda

Segue até o dia 18 de fevereiro a Feira Internacional de Artesanato e Decoração (Feincartes). A exposição, que viaja o Brasil levando cultura e produtos de diversos locais do mundo, acontece no shopping RioMar Fortaleza, com entrada gratuita, das 10h às 22h de segunda a sábado; e das 13h às 21h, aos domingos. /// Neste fim de semana, o professor Thiago Braga volta ao Museu da Fotografia para mais um curso de Fotografia Básica para Dispositivos Móveis. No sábado, a formação acontece das 14h às 17h, e no domingo, das 12h às 17h.

Registros

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Ainda do encontro no Santa Grelha, que Martinha Assunção e Andréa Delfino articularam em minha homenagem, renderam registros como a felicidade de Niedja Bezerra com a aprovação do filho no Insper, em São Paulo, além da expectativa de Manoela Crisóstomo com a chegada do baby Enzo, prevista para fevereiro. Sem falar, claro, nas presenças sempre alegres de Isabel Ary, Cláudia Gradvohl e Lisieux Brasileiro.

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O Hotel Dayo, na paradisíaca Flecheiras, servirá de cenário do casório de Maria Carla Lima e João Cabral Filho, no cair da tarde deste sábado.

Destaque

Fabiano-Barreira-e-Luiz-Gastão-Bittencourt

Fabiano Barreira - no click com Luiz Gastão Bittencourt - tomou posse esta semana como presidente do Sindicato de Asseio e Conservação.

Resistência

Coordenadora Especial de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial do Governo do Estado desde 2015, a professora Zelma Madeira está na linha de frente do combate ao preconceito em todas as instâncias de sua vivência.

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Em que momento você se percebeu como mulher negra que precisava lutar pelos seus direitos?

Eu percebi desde a infância. Com a minha família e principalmente com meu pai, Gilberto Madeira, aprendi a ver a pertença à negritude como algo positivo. Durante a graduação eu sabia que era negra, mas não tinha engajamento político. Foi ao fim da graduação, a partir dos anos 1990, que eu passei a me envolver com grupos de mulheres negras e ser convidada a falar em palestras.

Como foi a sua trajetória de militância até chegar à Coordenadoria?

No final dos anos 1990, me aproximei dos movimentos negros de Fortaleza, como o Movimento Negro Unificado (MNU). Tive uma experiência rápida no Inegra, instituto que atua hoje com ênfase no sistema prisional de mulheres negras. Como professora e pesquisadora, ficou mais difícil fazer a minha militância, mas minha função no mundo é pesquisar as relações étnico-raciais, contribuir com esse conhecimento e fortalecer os movimentos sociais.

Qual a importância da figura de uma mulher negra assumir um cargo como o seu?

Eu acho de grande valia. A gente sabe qual o lugar da mulher negra na sociedade, que é quase sempre em desvantagem. Então, é revolucionário e transformador uma mulher negra com competência teórica, política e ética assumir esse cargo. As mulheres gestoras negras são poucas e isso é um problema estrutural da sociedade brasileira. É o que a gente chama de racismo estrutural, e isso define lugares. Com todo o respeito à profissão, ninguém estranharia se eu fosse empregada doméstica ou babá, mas estranham que eu seja professora, estranhariam se fosse juíza, advogada.

As pessoas ainda têm resistência em chamar o outro de negro, e o próprio negro em identificar-se como tal. O que expressões como "moreno claro" e "pardo", por exemplo, dizem sobre o racismo no Brasil?

A raça não tem sustentação biológica, ela é apenas uma: a humana. Mas ela se sustenta em questões sociais e políticas. Nós não levamos a sério o debate sobre relações raciais no Brasil, e isso contribui com o processo de "branqueamento". Então, muita gente vê o termo "negro" como ofensivo, porque nós não trabalhamos a identidade negra como algo positivo. "Moreno", "marrom bombom" etc são termos curinga para a indefinição e não-discussão do racismo no Brasil. Nós somos ensinados a não gostar e a ficar na indefinição. Por isso precisamos ter um processo educacional e debates amadurecidos para a reafirmação da nossa identidade.

Quem são suas maiores inspirações, tanto na vida quanto no trabalho?

A minha grande inspiração vem dos meus pais, Gilberto Madeira e Rosária Firmino, que não possuíam uma organização política bem estruturada, mas que tinham um orgulho muito forte da negritude, que me ajudou a não me aniquilar diante do racismo e lutar. Além dele, o poeta gaúcho Oliveira Silveira, que tinha uma liderança negra muito grande. E a inspiração para seguir adiante é minha filha, Letícia Madeira Cantuário, porque eu vejo nela a juventude negra brasileira.

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