coluna

Márcia Travessoni: Museu

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 08.07.2017

Não é apenas Silvio Frota que está orgulhoso com o título de Patrimônio Turístico de Fortaleza recebido pelo Museu da Fotografia, mas todos os cearenses, que podem seguramente afirmar que nosso Estado é um destino não apenas de belezas naturais, mas de muita cultura e valorização da arte. No registro ao lado, Silvio está com Régis Medeiros, Celina Castro Alves, Patrícia Macedo e o secretário municipal de Turismo, Alexandre Pereira, no dia em que o Museu passou a integrar a rota de promoção da capital cearense.

Em festa

Após a cerimônia religiosa, neste sábado, na paróquia de São Vicente, Kamila Marques Viana e Marcos Aurélio Feitosa comemoram o casamento com festa no Salão Prattes do Teka's. A décor ficou a cargo de Maggy e o cerimonial com Gracy Viana. /// Márcia Cavalcante, Ângela Machado, Prisco Bezerra, Adriana Cruz, Cláudia Leal, Regina Aragão e Erilan Carlos Girão são os aniversariantes deste fim de semana.

Dia 12, as integrantes da Sociedade Amigas do Livro (SAL) comemoram os 56 anos da entidade em almoço no La Pasta Gialla. O encontro é articulado pelo Conselho Gestor, formado por Celma Bitar, Cybele Pontes, Rita Araújo, Dina Avesque, Núbia Nogueira e Neide Azevedo.

Fortal

Na grade especial do Camarote Mucuripe deste ano, durante o Fortal, grandes artistas vão se apresentar após a passagem dos blocos: Luan Santana, Matheus e Kauan, Pedro e Benício, Solange Almeida, Jonas Esticado e Wallas Arrais, Make U Sweat, JetLag e José Pinteiro, além do conceituado bloco carioca de funk Carrossel de Emoções e o axé da Banda Eva.

Agenda

O Espaço Cultural Unifor recebe, a partir do dia 10 de agosto, a mostra "Imagens impressas: um percurso histórico pelas gravuras da Coleção Itaú Cultural", com mais de 400 imagens impressas sobre papel. A exposição mapeia cinco séculos da produção gráfica europeia.

Último dia 3 foi a vez do Rio de Janeiro receber a pré-estreia de "Os Pobres Diabos", longa dirigido pelo cearense Rosemberg Cariry. O evento, realizado na Estação NET Rio, reuniu a equipe do filme e nomes como Chico Buarque e Marieta Severo (pais de Silvia Buarque, uma das protagonistas) e Antônio Pitanga.

Giro

No aniversário da pequena Fernanda, neta de Teresa e Fernando Cirino Gurgel, Stella Rolim era só alegria junto da nora Ana Paula e da netinha Luiza (1). /// ainda repercutem os registros do aniversário do empresário Pedro Freitas, no La Maison. Primogênita do aniversariante, Amanda - minha sobrinha linda, recém-formada em Medicina - veio de São Paulo comemorar com o pai, junto de presenças como Maira Silva, Katiana Valença, Rose Carneiro, Gisele de Castro e Ana Vládia Sales (2) e (4). /// Katherine e Emílio Ary embarcaram rumo ao deserto do Atacama, no Chile, para comemorar os 60 anos dele (3).

Luiza, Ana Paula e Stela Rolim (1)

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Maira Silva, Katiana Valença, Rose Carneiro, Gisele de Castro e Ana Vládia Barreira Sales (2)

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Katherine e Emílio Ary (3)

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Amanda Freitas (4)

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Destaque

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Rosemberg Cariry, Silvia e Chico Buarque, na pré-estreia de "Os Pobres Diabos", no Rio de Janeiro

Filantropia

Diretora do Instituto Beatriz e Lauro Fiúza, Bia Fiúza ajuda a transformar a vida de centenas de famílias por meio da música e do esporte, e entende que o respeito pelos direitos coletivos é o primeiro passo para a construção de uma sociedade mais justa.

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O que levou seus pais a fundarem, há cinco anos, o Instituto Beatriz e Lauro Fiúza (IBLF)?

Meus pais sempre acreditaram muito na educação e buscaram investir na juventude através de ações filantrópicas, oferecendo bolsas de estudos e reformando escolas e creches. A ideia de criar o IBLF veio de uma vontade de unir todas as nossas energias em uma única ação, tendo a educação, as artes e o esporte como linha de frente.

Como é o trabalho realizado pelo Instituto?

Atualmente nós atendemos 600 crianças e adolescentes no IBLF, entre 4 e 20 anos de idade. Eles se dividem entre três núcleos de ensino, nos bairros Passaré, Henrique Jorge e José de Alencar. Nossos alunos têm aulas de música e karatê e participam de diversas atividades dentro e fora dos nossos núcleos, através de ações de intercâmbio, campeonatos, concertos, seminários e saídas culturais. Todos são acompanhados dentro e fora do Instituto por uma equipe social, assim como suas famílias. Através dessas atividades, além das nossas publicações, conseguimos chegar a 15 mil pessoas por ano.

Qual a principal dificuldade para chegar em comunidades com acesso restrito à informação e fazer com que despertem o interesse pela música e pelo esporte?

O processo de formação de uma criança não acontece do dia para a noite. Valores sólidos se constroem com o tempo, assim como bons hábitos, mas é muito difícil pedir a uma família em situação de vulnerabilidade que tenha esta compreensão. Nosso desafio está em sabermos acolher as dificuldades que chegam até nós, praticando uma escuta qualificada e respeitando o tempo de cada um.

A partir desse trabalho, é possível concluir qual a maior carência das comunidades mais desassistidas?

Acredito que a maior carência que enfrentamos é a de esperança. Vemos muitas mães e pais afundados em desesperança, sem acreditar que um futuro melhor é possível. É muito difícil se esforçar por algo quando se acredita que seu filho sofrerá as mesmas injustiças que você, privado de direitos básicos como segurança, saúde e educação de qualidade. Mas quando nossos alunos começam a se desenvolver, aprendendo coisas novas, subindo ao palco ou ao pódio e ganhando aplausos do público, algo muito profundo muda no coração das pessoas. Passamos a ver adultos voltarem a sonhar.

Como você sente que se transformou a partir do trabalho com esses jovens?

Eu sinto que através deste trabalho tenho aprendido muito sobre a complexidade humana. Algumas coisas que passei a entender é que o meu bem-estar não depende da miséria do outro. Que a liberdade está no respeito aos direitos de todos. Que enquanto houver "nós" e "eles" não conseguiremos construir uma sociedade sustentável. Que vingança não é justiça. Que muros não nos protegem, só nos separam. Que nós somos corresponsáveis pelas consequências do nosso silêncio. Que o fracasso nunca é o fim de um processo. E que tudo na vida traz uma lição a ser aprendida.

Quem são seus inspiradores?

Meu marido, meus pais, irmãos e cunhadas, e nomes como Viviane Senna, Simone de Beauvoir, Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Papa Francisco, Muhammad Yunus, Gabriel García Márquez, Maria Montessori, Paulo Freire, Eduardo Galeano, Benazir Bhutto, Malala Yousafzai e Mahatma Gandhi.

 

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