Coluna

Márcia Travessoni: Inspira

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 01.07.2017

Em bate-papo no Décor Inspira Moda, a arquiteta Milena Holanda falou sobre a ligação entre moda, arquitetura e design e enfatizou, citando a célebre Coco Chanel, que o segredo para acertar é "questão de proporção". No clique ao lado, ela está com Cristine Perez, Renata Cavalcante, Márcia Holanda e Walter Costa Lima.

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Contatos

Empenhado em transformar o Ceará em um centro atrativo de investimentos, o governador Camilo Santana não para: na última semana, reuniu-se mais uma vez com a diretoria da Fraport, que está prestes a assumir o Pinto Martins, e fez uma visita de cortesia à Air France/KLM, em Paris. Na capital francesa, a intenção do encontro é trazer um hub da Air France para Fortaleza - apesar de o gabinete do governador não ter dado mais detalhes sobre a reunião. Em parceria com a Gol, a companhia aérea francesa quer instalar um hub no Nordeste, operação que deve começar em setembro deste ano. A cidade que vai sediar, contudo, ainda não foi escolhida - e seguimos na torcida.

Em tempo: o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Ribeiro, acompanhou o governador na viagem à Europa e participa, nesta semana, da Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios, em São Paulo, junto da presidente da Adece, Nicolle Barbosa.

Em festa

Noivos deste sábado, Diandra Alves e Roberto Cabral comemoram o casamento no La Maison Terrasse, na Praia do Futuro. Décor da Triart e cerimonial de Roberto Alves. /// Amélia Barros de Oliveira, Eymard Amoreira, Jacob Otoch Filho, João Guimarães, Nelson Montenegro e Tânia Varela aniversariam no fim de semana.

Agenda

Em concerto regido pela Banda de Música Juvenil Dona Luiza Távora, a Orquestra do Piamarta celebra 45 anos com apresentação neste sábado, às 18h,no Cineteatro São Luiz. /// No Fortal 2017, o Mucuripe apresenta novo conceito, "#MaisCamaroteDoQueNunca", com área ampliada e shows exclusivos.

Registros

A comemoração do aniversário do empresário João Carlos Paes Mendonça aconteceu, pelo quarto ano, na região do Douro, em Portugal, onde está situada a vinícola dele - e de onde saíram, também, os vinhos degustados pelos convidados. Paes Mendonça reuniu os amigos e grandes produtores portugueses de vinho, com direito à degustação da bebida. Chiquinho Feitosa e Lucinha Pinheiro entre os convidados do encontro (1) e (2). ///Com turma de amigas de Fortaleza, a filha de Giana e Cláudio Studart, Alice, foi comemorar a despedida de solteira no Rio de Janeiro. O noivo, Ítalo Magalhães, brindará em festa com amigos da Europa (3). /// sarah castro elegeu, para usar na festa da mãe, look by Alix Pinho (4).

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Auxiliadora e João Carlos Paes Mendonça (1)

Chiquinho Feitosa e Lucinha Pinheiro (2)

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Alice Studart com as amigas (3)

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Sarah Castro (4)

Musicalidade

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Na terra do forró, o pianista Felipe Adjafre optou por fazer diferente. Por meio de vários projetos desenvolvidos ao longo de 15 anos de carreira, o músico tem como um dos objetivos tornar o piano um instrumento mais acessível para todos os públicos.

Como começou sua relação com a música?

Eu comecei com oito anos. Fui para um aniversário de um coleguinha e ele ganhou um teclado - aquilo me chamou muito a atenção. Aí, no meu aniversário de nove anos, eu pedi um teclado de presente aos meus pais. A música sempre mexeu muito comigo.

A partir de que momento passou a encarar a música de forma mais profissional?

Aos 14 anos, entrei para uma banda de pagode do colégio onde eu estudava e comecei a ganhar meu dinheirinho com a música. A partir dessa banda, surgiram vários convites para outras bandas até mais profissionais. Nesse período que tocava teclado, passei por diversas bandas, cheguei até a fazer show no exterior.

Quando começou a tocar piano e descobriu que esse instrumento iria lhe acompanhar por muito tempo?

Aos 20 anos tive o primeiro contato maior com o piano, porque a gente tocava em locais que tinha piano e eu me atrevia a dar umas palhinhas. Profissionalmente, foi com o (restaurante) Dallas, quando fui convidado para ser pianista de lá. Até digo que virei pianista por acidente, porque eu não tocava antes. Aos 21 anos, perdi a minha mãe, então precisei realmente encarar a música com ainda mais profissionalismo. Eu tinha que me virar, meus pais eram separados, eu tinha que cuidar do meu irmão. Gravei meu primeiro CD como uma realização pessoal, achando que na terra do forró ninguém ia querer comprar, mas tive uma surpresa: no primeiro mês, eu vendi mais de mil cópias só de mão em mão, nos locais onde eu tocava. Isso me deixou muito feliz e otimista.

Você encontrou algum tipo de resistência ou dificuldade em crescer com sua música em uma região marcada por ritmos como forró e sertanejo?

Desde o começo da carreira, eu quis desmistificar a ideia de que esse é um instrumento apenas erudito. Notei que existe um público muito carente desse estilo de música e uma lacuna a ser preenchida, e acredito que com projetos que venho criando tenho conseguido. Fundei a primeira empresa de locação de pianos aqui do Estado, fiz recitais abertos ao público, projetos beneficentes. Então, essa questão do desafio, eu acho muito motivadora, porque enquanto todo mundo vai pelo caminho mais fácil, criar coisas diferentes e conseguir êxito acaba compensando.

Entre as grandes apresentações e concertos que você participou, quais lhe marcaram mais?

Uma apresentação que marcou muito a minha carreira foi no ano passado, quando eu quebrei o recorde nacional de maior concerto de piano. Esse recorde era de 12 horas, com intervalo de cinco minutos, e eu fiz com 13 horas, sem intervalos. Chamou bastante atenção, repercutiu nacionalmente. Foi um projeto pra popularizar o piano e tentar despertar a curiosidade do público e da imprensa

Quem são seus inspiradores, na vida e no trabalho?

Na vida, com certeza, a minha mãe. Ela é referência em tudo o que eu sou e penso, me deixou muitos ensinamentos. No trabalho, tem um pianista que desde a minha infância despertou meu interesse pelo piano, o Pedrinho Mattar. Descobri que ele tinha um programa na televisão e eu achava interessante ele trabalhar a música tanto na forma de tocar como por ter um programa - sonho que eu consegui realizar. Me inspirei muito na vida e nos projetos dele. E ele é uma personalidade que eu gostaria de ter conhecido.

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